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Embora reconheça que o rebaixamento poderia ter ocorrido antes, o Itaú BBA considera que a combinação de menor força no mercado de aço e perspectivas mais fracas para os resultados da companhia justificam a recomendação.
Para o Itaú BBA, o enfraquecimento do mercado de aço plano no Brasil e a dinâmica de preços abaixo do esperado reduziram o potencial de valorização da Usiminas.
O banco também aponta desafios adicionais na divisão de mineração, diante da queda nos preços do minério de ferro e do aumento dos custos de frete e diesel.
Os preços domésticos de bobina laminada a quente (HRC) subiram 10% no acumulado de 2026, apoiados pela expectativa de menor entrada de aço chinês após a adoção de medidas antidumping no primeiro trimestre.
No entanto, o mercado agora espera estabilidade dos preços no terceiro e quarto trimestres.
O Itaú BBA aponta dois fatores para essa perspectiva: estoques de aço plano importado equivalentes a dois a três meses de consumo, formados antes da entrada em vigor das medidas antidumping, e o aumento da concorrência de produtos importados intensivos em aço, como veículos e máquinas.
A expectativa anterior era de uma alta mais significativa dos preços no terceiro trimestre, sustentada pela demanda doméstica resiliente e pela queda nas importações.
A Usiminas deve apresentar desempenho mais fraco no segundo semestre de 2026, segundo o banco.
Na divisão de siderurgia, a companhia espera resultados relativamente estáveis no terceiro trimestre, com o aumento dos volumes e uma leve alta nos preços compensados por custos maiores.
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Natura (NATU3) surpreende baixas expectativas e ação sobe 3% após balanço do 2T.
Natura surpreendeu positivamente, após expectativas terem sido revisadas para baixo em função da prévia de vendas decepcionante.
Para o quarto trimestre, o banco prevê desempenho sazonalmente mais fraco nas duas divisões, com impacto de menos dias úteis na siderurgia e do período de chuvas mais intenso na mineração.
Com as novas projeções, o banco estima rendimento do fluxo de caixa livre (FCF) de apenas 2% em 2027 e considera que a ação está precificada de forma justa, negociada a 3,2 vezes o múltiplo EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda).
O banco explica que desde a elevação de recomendação no fim de março, baseada na visão de que a relação entre risco e retorno havia melhorado após um período de desempenho fraco, as ações subiram 33% e superaram o Ibovespa em mais de 40 pontos percentuais (p.p.).
O momento operacional da companhia melhorou, mas a assimetria favorável que justificava uma visão mais otimista há quatro meses praticamente desapareceu após essa valorização.
Além disso, o BBA elevou as estimativas de resultado operacional (Ebitda) para 2026 e 2027 em 4% a 5%, 6% acima do consenso do mercado. “Ainda assim, acreditamos que grande parte dessa melhora operacional já está precificada após o forte desempenho recente.”.
A operação na América do Norte continua muito forte, mas com a ação negociada a 4,0 vezes o valor da empresa sobre Ebitda projetado para 2027 (EV/Ebitda) e com rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) em 9% para 2027, o BBA não vê uma relação entre risco e retorno atrativa para manter uma recomendação mais otimista.
Em números
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Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.