O setor de varejo farmacêutico da Bolsa reportou resultados fortes no segundo trimestre de 2026, em especial RD Saúde e Panvel. As companhias tiveram crescimento robusto das vendas, com avanços, respectivamente, de 18% e 15%.
Para o Itaú BBA, RD Saúde (RADL3) segue como a principal escolha do setor. De acordo com os analistas do banco, a avaliação da companhia está atrativa, com potencial de valorização de 25%; com uma relação preço/lucro de 17x para 2027.
Ações caíram 5,3% com o anúncio, mas ainda acumulam alta de 160% no ano. Empresa quer fortalecer balanço e competir com Nvidia e AMD no mercado de chips de IA.
Fleury (FLRY3) entra em sobrecompra após balanço; Marcopolo (POMO4) segue fragilizada.
Indicador da análise técnica, IFR aponta euforia em um papel e sinaliza possível oportunidade de entrada em outro.
Além disso, o forte impulso de crescimento, os fundamentos sólidos e a liquidez considerada excelente das ações completam os argumentos pela escolha.
Em relação à margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), a RD Saúde se manteve estável. De acordo com os analistas, a diluição das despesas gerais e administrativas compensaram a pressão sobre a margem bruta da companhia.
Conforme a análise, a RD enfrentou um impacto negativo de aproximadamente 0,25 pontos percentuais devido aos ajustes de valor presente e ao ajuste sazonal do CMED.
As vendas aumentaram 18,3% em relação ao ano anterior na RD Saúde; 15,8% na Panvel (PNVL3) e 9,3% na Pague Menos (PGMN3). Para comparação, o mercado como um todo subiu 8,8%.
Em ganhos de participação de mercado, a Panvel se destacou um pouco mais, avançando 4,8 pontos percentuais, enquanto RD Saúde subiu 2,6 p.p. A PagueMenos reportou queda de 0,4 p.p.
As margens Ebitda melhoraram em relação ao ano anterior na Panvel (+0,4 pp) e na PagueMenos (+0,3 pp). A penetração do e-commerce também continuou a crescer em todos os players durante o trimestre, com a Panvel liderando com +34% no período.
Os medicamentos de marca lideraram o crescimento no trimestre. Segundo o BBA, o crescimento chegou a 10-24% em relação ao ano anterior, impulsionados pelos GLP-1, seguidos pelos genéricos (15-18%), HPC (10-14%) e OTC (5-13%).
O crescimento de HPC acelerou em todos os segmentos, apesar da comparação mais difícil. A penetração de GLP-1 subiu para 11,3% na Panvel, manteve-se estável em torno de 12% na RD Saúde e caiu para 8,2% na PagueMenos.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.