A multa representa um “desconto substancial” devido à cooperação de Perez com a investigação da agência, afirmou a CFTC em comunicado. Perez também concordou com uma proibição de negociação por três anos, segundo o órgão.
Um advogado de Perez não foi localizado imediatamente para comentar.
A Kalshi afirmou ter identificado o que descreveu como negociações anômalas em março e comunicado o caso à CFTC, segundo informou a Bloomberg em julho. Na época, um porta-voz da Casa Branca disse que o funcionário havia sido colocado em licença administrativa não remunerada, sem revelar sua identidade.
A CFTC considera as plataformas de mercados de previsão como bolsas de derivativos sob sua jurisdição.
O chefe de fiscalização da Kalshi, Robert DeNault, afirmou em uma publicação no X na noite de sexta-feira que a empresa identificou atividades de negociação proibidas.
Perez teria realizado as negociações entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, fazendo quase exclusivamente apostas relacionadas a esportes e a Trump na Kalshi, incluindo questões como: “O que Trump dirá durante seu discurso no Detroit Economic Club?”.
Perez geralmente tinha acesso aos discursos de Trump cerca de uma hora antes de eles acontecerem, segundo a CFTC.
O caso é o mais recente a aumentar as preocupações sobre as novas oportunidades de insider trading abertas pelos mercados de previsão.
Parlamentares apresentaram projetos de lei destinados a restringir algumas apostas, enquanto a Casa Branca alertou funcionários contra o uso de informações confidenciais para realizar operações nas bolsas.
Plataformas como Kalshi e Polymarket ganharam enorme popularidade nos últimos 18 meses e permitem que usuários façam apostas sobre uma ampla variedade de eventos, de esportes a eleições.
Os chamados “mercados de menções”, utilizados por Perez, permitem apostar se figuras públicas de destaque usarão determinadas palavras ou expressões em discursos, teleconferências de resultados ou entrevistas coletivas após partidas.
Tanto a Kalshi quanto a Polymarket afirmaram ser contrárias ao insider trading e disseram monitorar ativamente os mercados, além de encaminhar denúncias às autoridades policiais e aos órgãos reguladores federais.
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