Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
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Acumulado da semana: +1,88%;Acumulado do mês: +2,16%;Acumulado do ano: --5,64%.
EUA endurecem postura em relação ao Irã.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra no Oriente Médio.
A nova escalada verbal acontece enquanto a guerra, desencadeada no fim de fevereiro com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime iraniano, está perto de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizada.
A fala também marca uma mudança de tom, já que no início de agosto o governo Trump falava em um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra, continua sendo o principal ponto de divergência. Na prática, a passagem está fechada pelo Irã.
Teerã exige que os navios recebam uma autorização para utilizar a via e pretende impor, a longo prazo, taxas de serviço, algo que Washington rejeita.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundialPor quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel.
Agora, com uma mudança de abordagem, as armas nucleares, o principal motivo que Trump apresentou para iniciar a guerra ao lado de Israel, parecem ter ficado em segundo plano.
Bessent, por sua vez, apresentou na quinta-feira a estratégia contra Teerã como a combinação de duas medidas: asfixia financeira e bloqueio físico, citando como comparação Cuba e Venezuela.
A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio", afirmou.
No início da semana, Trump afirmou que um acordo para reabrir o estreito era iminente. Agora, seu governo, com a diplomacia paralisada, parece acreditar que o sofrimento econômico levará o Irã a ceder.
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta sexta-feira, conforme investidores avaliavam novos dados no varejo dos EUA.
Perto das 12h30, o Dow Jones tinha queda de 0,16%, enquanto o S&P 500 caía 0,11% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,36%.
Já na Europa, o dia era mais positivo. No mesmo horário, o índice DAX, da Alemanha, subia 0,58%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,04%. O FTSE 100, do Reino Unido, ia na contramão e caía 0,12%.
Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta sexta-feira (14) praticamente estáveis, conforme investidores seguiam cautelosos durante a temporada de balanços do segundo trimestre.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,04%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,01%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,1%.
O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,42%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,59%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Em números
- Dólar opera em alta e vai a R$ 5,23, de olho em dados dos EUA e à espera de nova pesq
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.