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Alberto Fernández chama Milei de “delirante” e questiona sua “condição psiquiátrica”

Ex-presidente afirmou que Milei está “afastado da realidade” e contestou o desempenho da economia argentina sob o atual governo

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O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández fez duras críticas ao presidente Javier Milei e afirmou que seria hora de revisar sua “condição psiquiátrica”. Segundo Fernández, o atual chefe de Estado está “afastado da realidade” e não compreende a situação econômica do país.

As declarações foram dadas ao programa Crónicas del futuro. Fernández classificou o governo como resultado do “descontrole de um delirante” e disse que Milei não teria noção do que ocorre na economia argentina e internacional.

Para sustentar a crítica, Fernández citou como setores em funcionamento a produção de petróleo e gás, impulsionada por Vaca Muerta, além da mineração, do agronegócio e dos serviços financeiros.

Segundo ele, essas atividades representam 9% dos empregos no país.

Fernández afirmou ainda que 87% da atividade econômica argentina estaria em terreno negativo há três anos. Os dados foram apresentados pelo ex-presidente durante a entrevista, sem indicação adicional sobre a fonte ou a metodologia utilizada.

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Para o ex-mandatário, a situação não poderia mais ser atribuída às condições herdadas pelo atual governo.

O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou, no último domingo (2) que concorrerá a um segundo mandato em 2027. Ele revelou, inclusive, já ter escolhido o seu vice na chapa, só evitou, mais uma vez, revelar o nome “por enquanto”.

A declaração amplia o histórico de confrontos públicos entre Fernández e Milei.

No fim de julho, o ex-presidente já havia elevado o tom contra o sucessor ao criticar os ataques feitos por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma visita ao Brasil.

Em entrevista ao jornal O Globo, Fernández classificou as declarações como “inadmissíveis” e defendeu que a relação entre Brasil e Argentina fique acima das disputas políticas.

Ele também associou a postura de Milei à influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou ter procurado o ex-chanceler Celso Amorim para manifestar preocupação com o episódio.

Na ocasião, Fernández também criticou Milei por ter defendido o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o vínculo entre Brasil e Argentina deveria permanecer “indissolúvel”.

Milei havia feito críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de citar a visita feita por Fernández a Lula em Curitiba, em 2019.

Milei também já fez uma série de ataques ao antecessor ao comentar investigações e acusações que atingiam Fernández. Em 2024, o atual presidente argentino citou casos relacionados à contratação de seguros pelo governo anterior, acusações de violência de gênero feitas pela ex-primeira-dama Fabiola Yáñez e suspeitas de tráfico de influência.

Milei também acusou Fernández de utilizar o Estado para financiar interesses pessoais e criticou o que chamou de “silêncio cúmplice de jornalistas” durante o governo anterior.

Na mesma manifestação, Milei relembrou a festa de aniversário realizada por Yáñez na residência presidencial durante as restrições impostas pela pandemia de Covid-19 e afirmou que os episódios demonstravam as contradições do governo de Fernández.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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