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Casas Bahia pede recuperação judicial: a crise da varejista e quem faz parte do grupo

4 min de leitura
Casas Bahia pede recuperação judicial: a crise da varejista e quem faz parte do grupo

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial.

Segundo a empresa, o pedido se tornou necessário diante da piora de sua situação financeira, em meio ao cenário de juros elevados no país — que encareceu o crédito e aumentou os custos financeiros — e ao consumo mais fraco, que reduziu sua capacidade de gerar caixa.

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Essa, no entanto, não foi a primeira tentativa do grupo de reestruturar as finanças e preservar suas operações. Os primeiros sinais da crise surgiram em 2022, quando a empresa começou a registrar sucessivos prejuízos trimestrais, em um cenário que se agravou nos últimos anos.

Entenda como começou a crise e o que é o Grupo Casas Bahia.

O que é e como funciona a recuperação judicial.

Os primeiros sinais da crise do Grupo Casas Bahia apareceram no terceiro trimestre de 2022, quando a empresa registrou o primeiro de uma série de prejuízos trimestrais.

Naquela época, a companhia já havia começado a fechar lojas com desempenho abaixo do esperado e enfrentava vendas pressionadas por uma economia ainda enfraquecida pelos efeitos da pandemia de Covid-19.

No fim daquele ano, em meio ao cenário de alta dos juros iniciado em 2021, a empresa já buscava aumentar a rentabilidade e alcançar um crescimento mais sustentável, com foco na geração de caixa.

Em 2023, a companhia anunciou seu Plano de Transformação, baseado nesses dois pilares e com previsão de crescimento após 2025.

Plano de transformação e recuperação extrajudicial.

À época, o presidente da Via, dona das marcas Casas Bahia e Ponto (antigo Ponto Frio), Renato Horta Franflin, afirmou que a companhia já havia adotado uma estratégia de crescimento focada nas vendas digitais, além da abertura de novos canais, da expansão de lojas e da aposta em fintechs.

Nós entendemos que isso tudo foi feito. Construímos uma super plataforma, e ela já é grande. Então, entre investir para crescer mais essa plataforma ou pegar e rentabilizar o que tenho aqui, preferimos ganhar dinheiro com o que tem aqui", diz.

Ao longo daquele ano, no entanto, mesmo com o fechamento de dezenas de lojas e milhares de postos de trabalho, o cenário continuou desafiador para o varejo brasileiro, diante dos juros elevados, do crédito mais caro e do maior endividamento dos consumidores.

Com o Grupo Casas Bahia não foi diferente.

Dívidas alongadas e nova reestruturação financeira.

A homologação do pedido de recuperação extrajudicial do grupo ocorreu em abril de 2024 e suspendeu, por 180 dias, as execuções movidas por credores contra a empresa.

🔎 O processo é diferente da recuperação judicial, em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para negociar com seus credores. Na recuperação extrajudicial, a renegociação é feita diretamente com os principais credores e, depois, submetida à homologação da Justiça.

Em 2025, como parte da transformação de sua estrutura de capital, o grupo conseguiu reduzir a alavancagem — o quanto uma empresa depende de dinheiro emprestado para operar e crescer — e cortar em 75% sua dívida líquida.

Segundo o grupo, essa nova etapa incluiria mudanças na estratégia dos canais digitais, redução de estoques, cortes de custos e despesas, menor necessidade de capital para manter o negócio funcionando e busca por alternativas para reforçar o caixa e reduzir o peso das dívidas.

No balanço, a Casas Bahia também afirmou que tentou levantar recursos no Brasil e no exterior para reforçar o caixa, mas parte das negociações não avançou.

A desistência de um investidor e a dificuldade para obter novos financiamentos, em um cenário de juros altos, crédito mais restrito e maior incerteza nos mercados, também contribuíram para o pedido de recuperação judicial.

O Grupo Casas Bahia é uma das maiores varejistas do Brasil e controla marcas como Casas Bahia, Ponto, Extra.com.br e a fabricante de móveis Bartira. O grupo também atua nas áreas de logística, tecnologia e serviços financeiros, como o Casas Bahia Pay.

A atual estrutura do grupo começou a ser formada em 2009, quando a rede Casas Bahia foi incorporada à Globex, controladora do Ponto (antigo Pontofrio). Em 2010, a empresa adotou o nome Via Varejo, que passou a ser apenas Via em 2021 e, em 2023, mudou para o nome atual, Grupo Casas Bahia.

Nos últimos anos, o grupo também expandiu os canais digitais e investiu em comércio eletrônico, logística, meios de pagamento e serviços financeiros, além de adquirir empresas de tecnologia e ligadas ao ecossistema digital.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Negócios, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Negócioslink

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