A companhia adiou a apresentação do balanço duas vezes e divulgou seus dados na madrugada do domingo (16).
Demissões, menos lojas e adiamento de balanço: o que acontece com a Casas Bahia.
A empresa planejou neste mês corte de 30% da base de funcionários, segundo jornal.
A companhia começou em 2023 o que chamou de “plano de transformação” e vem implementando medidas operacionais e financeiras destinadas à melhoria de sua eficiência, rentabilidade e geração de caixa e, paralelamente, realizou iniciativas para adequar seu balanço e sua estrutura de capital.
No ano passado, adotou ações que ajudaram a reduzir parte do endividamento financeiro e contribuíram para o alongamento do perfil de vencimentos.
Diante da evolução das condições operacionais, financeiras e de mercado, a administração afirmou que “acelerou e aprofundou” o plano, iniciando uma nova etapa com foco na geração de caixa, redução da necessidade de capital empregado, melhoria da eficiência operacional e adequação da dimensão da operação às atuais condições de mercado e ao custo de capital.
Também afirmou que a combinação entre o crédito mais restritivo, uma captação internacional não concretizada e um ambiente de consumo mais fraco acelerou a necessidade do redimensionamento de seu parque de lojas.
A companhia explicou que o “racional” do fechamento das lojas tem como pano de fundo expectativa de melhora nas margens de contribuição, bem como na participação do carnê nas lojas remanescentes.
A nova etapa também inclui reorientação dos canais digitais, adequação dos estoques e do capital de giro, redução estrutural de custos, despesas e investimentos, gestão da liquidez e redução do custo financeiro, alternativas de estrutura de capital e liquidez, bem como eventuais medidas adicionais, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial.
No balanço, a companhia afirmou que, entre o final de 2025 e o primeiro semestre de 2026, a administração, em conjunto com seus assessores, trabalhou ativamente na avaliação e estruturação de alternativas nos mercados de dívida e de equity.
Nesse contexto, disse que foram realizadas reuniões e roadshows com potenciais investidores no Brasil, Estados Unidos e na Europa, para avaliação de alternativas de captação de recursos, incluindo um potencial oferta subsequente de ações.
Paralelamente, acrescentou, a Casas Bahia realizou determinadas operações de captação no mercado local e trabalhou intensamente na estruturação de uma operação de captação de valor relevante junto a investidores internacionais, cuja conclusão era considerada de extrema relevância no planejamento financeiro da companhia para o segundo trimestre de 2026, mas que não foi concluída, em razão da desistência por parte do investidor âncora com quem a empresa vinha mantendo negociações.
Nesse período, ressaltou a Casas Bahia, “as condições dos mercados financeiro e de capitais tornaram-se mais adversas e voláteis, em ambiente marcado pelo aumento das incertezas econômicas e geopolíticas globais e por alterações nas condições financeiras internacionais.
No Brasil, a companhia permaneceu exposta a taxas de juros e custo de capital elevados e a um ambiente de maior seletividade na concessão de crédito.”.
Em números
- Casas Bahia fala em recuperação extrajudicial ou judicial após prejuízo de R$ 10 bi
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.