A cantora e compositora gaúcha Bruna Valenttini dividiu com o mundo de maneira mais profunda seu olhar artístico através do EP ISCA, lançado através do projeto ttoró.
A trajetória de ttoró, codinome musical da artista que também é jornalista, atriz, radialista e produtora cultural, começou a se desenvolver com mais intensidade durante os cerca de sete anos em que Bruna viveu em Barcelona.
Foi na cidade espanhola, em meio à experiência com teatro experimental, que ela passou a investigar a própria voz e encontrou na música mais uma maneira de contar histórias.
As composições reunidas em ISCA, EP de estreia de ttoró, surgiram de anotações feitas desde 2020 e acompanham diferentes momentos desse período. A faixa-título é a única criada completamente no Brasil e nasceu de um reencontro com Duda Brack, amiga de longa data que também participa da música.
Em nota, Bruna explicou: Mostrei a letra, a Duda amou e me perguntou como eu imaginava essa música. Eu disse: ‘frágil, vulnerável, aqui ninguém sai ganhando’. Falei de ‘Sol negro’, nas vozes de Gal e Bethânia se sobrepondo e amassando meu coração.
Duda falou da versão acústica de ‘Love is a losing game’ e me pediu uns dias pra pensar numa melodia pr’aquilo tudo. Ela devolveu dois versos, eu me sentei com Diogo e a coisa foi tomando forma.” Continua após o vídeo ttoró mostra intensidade em EP de estreia https://youtu.be/ZtSlX0cEyWs?si=fw7h3HNEzjnI28n8 Produzido por Diogo Brochmann, do DINGO e do Estúdio Pimenta Caseira Produções, em Porto Alegre, ISCA apresenta elementos do dream pop, indie rock, Tropicália, música eletrônica e Rock.
Ao mesmo tempo em que o EP reúne as diversas influências de ttoró, ela também deixou que o trabalho fosse guiado pelos synths de Brochmann. Sobre o processo de criação da sonoridade, ela explicou: Eu não toco instrumento algum.
Não sei que nota criei quando emito uma melodia. Me comuniquei com o Diogo com vocabulário sinestésico: quero barulho de vento, quero barulho de barco partindo, quero flamenco picotado, quero que essa seja água, quero que essa seja um trem em movimento, que seja crocante, doce, e por aí vai.
Mandei sons que captei no meu quarto em Barcelona, tipo o ruído que abre ‘Entrelinhas’: som de uma vela queimando efusivamente. Cada decisão de produção foi pensada narrativamente, no detalhe, por puro prazer.” O próprio nome artístico carrega parte dessa identidade inspirada por elementos e por um viés mais conceitual.
Em ISCA, toda essa intensidade - que, segundo Bruna, nem sempre lhe faz bem - é transformada em músicas que revelam o talento de uma artista que não tem medo de ir fundo em seu primeiro EP autoral.
Ouça na íntegra em sua plataforma de música preferida clicando aqui! https://www.youtube.com/watch?v=7mVEyHX1heU.
Duda falou da versão acústica de ‘Love is a losing game’ e me pediu uns dias pra pensar numa melodia pr’aquilo tudo. Ela devolveu dois versos, eu me sentei com Diogo e a coisa foi tomando forma.”.
ttoró mostra intensidade em EP de estreia.
Sobre o processo de criação da sonoridade, ela explicou.
O próprio nome artístico carrega parte dessa identidade inspirada por elementos e por um viés mais conceitual. “Toró” remete à pancada de chuva e à intensidade que Bruna reconhece em si mesma, enquanto a escolha de usar dois “T” surgiu como uma forma de brincar com suas experiências entre Brasil e Espanha.
Fontes
Informação baseada em material público de Tenho Mais Discos Que Amigos, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.