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Musica Revisado por ULTRA AI

Roupa Nova e Guilherme Arantes corrigem injustiça histórica no Rock in Rio 2026

Show repleto de sucessos e acompanhado por uma plateia que cantou do início ao fim provou, mais uma vez, o valor de alguns dos maiores hitmakers do Brasil Show

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Show repleto de sucessos e acompanhado por uma plateia que cantou do início ao fim provou, mais uma vez, o valor de alguns dos maiores hitmakers do Brasil.

Quarenta e seis anos em atividade (e contando). Vinte milhões de discos vendidos. Mais de trinta músicas usadas como temas de novelas. Poucas bandas brasileiras combinaram tamanho sucesso comercial, longevidade e ubiquidade cultural como o Roupa Nova.

Os reis do soft rock nacional só acumulam uma curiosa “marca negativa” na carreira: a presença limitada no Rock in Rio, maior festival do país.

Eles foram os responsáveis pela música-tema do evento, mas não estiveram na programação de 1985. Tocaram na edição seguinte, em 1991… e parou por aí. Para Guilherme Arantes, artista do mesmo segmento também ignorado pela organização em outros momentos, esta é a grande injustiça cometida pelo festival.

Arantes, diga-se, já foi crítico da proposta do evento, o comparando a uma “praça de alimentação musical” — embora tenha reavaliado esta opinião recentemente.

Eis que, em 2026, resolveram juntar Roupa Nova e Guilherme em uma performance especial no palco Sunset, justo na data em que outro gigante de ramificações mais suaves do rock seria o headliner.

Elton John e as duas atrações nacionais mencionadas já receberam o rótulo de “brega” tantas vezes. Isso, sim, é injustiça. Capricho musical não é cafona.

Se fosse, então o povo seria cafona, porque praticamente todas as 15 músicas executadas por eles na tarde de segunda-feira, 7, foram cantadas. Da abertura com “Sapato Velho” ao encerramento com “Whisky a Go-Go”, passando pela acalentadora “Dona”, o aceno evidente ao AOR com “Chama”, a célebre versão para “Maria, Maria” (Milton Nascimento) performada desta vez com seis percussionistas mulheres, a bela “Volta Pra Mim” (dedicada ao saudoso cantor Paulinho) e por aí vai.

Até mesmo a música-tema do Rock in Rio e o “Tema da Vitória”, tocados na ocasião, são gravações deles. Impressiona.

Também surpreende, até hoje, a precisão do sexteto formado por Cleberson Horsth (teclados e voz), Ricardo Feghali (teclados e voz), Kiko (guitarra), Nando (baixo e voz), Serginho Herval (bateria e voz) e Fábio Nestares (voz, violão e percussão, em substituição a Paulinho).

Um raro exemplo de banda que domina seus instrumentos, mas consegue traduzir técnica em sentimento. Fazem o necessário para a canção.

A se lamentar, apenas o fato de a participação de Arantes ter sido curta. O cantor e pianista esteve presente em seus hits “Cheia de Charme” e “Lindo Balão Azul”, além da versão do Roupa Nova para “Heal the World” (Michael Jackson) rebatizada “A Paz”.

Talvez seja um aperitivo de uma participação no próximo festival. Quanto a isso, resta aguardar.

Setlist: 1 Sapato Velho 2 Linda Demais 3 Dona 4 Chama 5 A Viagem 6 Maria, Maria (original de Milton Nascimento) 7 Meu Universo é Você 8 Música tema do Rock in Rio + Tema da Vitória 9 A Força do Amor 10 Cheia de Charme (com Guilherme Arantes) 11 Lindo Balão Azul (com Guilherme Arantes) 12 A Paz (versão de Heal the World, de Michael Jackson; com Guilherme Arantes) 13 Volta Pra Mim 14 Coração Pirata 15 Whisky a Go-Go.

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Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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