Guitarras, baixos e bateria foram extraviados antes da apresentação no Palco Mundo; produção do festival e outras bandas se mobilizaram para salvar o show.
O Rise Against quase ficou de fora do primeiro dia do Rock in Rio 2026. Na noite desta sexta, 4 de setembro, o vocalista Tim McIlrath revelou ao público do Palco Mundo que todos os equipamentos da banda haviam sumido antes da chegada ao Rio de Janeiro.
Em menos de dois dias, a produção do Rock in Rio 2026 e outras bandas se mobilizaram para emprestar os instrumentos necessários. O resultado foi inédito: o guitarrista Zach Blair nunca tinha usado a guitarra com a qual tocou; o baixista Joe Principe nunca havia sequer encostado naquele baixo; e o baterista Brandon Barnes teve o primeiro contato com a bateria apenas uma hora antes do show.
A situação só veio a público durante a própria apresentação. Ao tocar “Swing Life Away” com um violão emprestado, McIlrath comentou ao microfone: “Nunca tinha visto esse violão na minha vida”.
Em seguida, completou: “Aqui não tem computador e não tem metrônomo — são só quatro pessoas tocando. Se vocês colocarem instrumentos nas nossas mãos, a gente toca”.
No início do show, as guitarras soaram baixas, mas o volume foi ajustado, e a sonoridade se normalizou ao longo da apresentação.
McIlrath também aproveitou a noite para falar sobre a relação da banda com o Brasil. Contou que, há 25 anos, quando o Rise Against ainda viajava em turnês de van, a trilha sonora das longas viagens era o álbum ao vivo do Iron Maiden, gravado no Rock in Rio em 2001.
O Rise Against foi a penúltima atração do Palco Mundo, antes do headliner Foo Fighters. Apesar do contratempo, “Prayer of the Refugee” e “Savior” levaram o show ao ponto mais alto da noite.
O que poderia ter sido uma catástrofe virou uma das histórias mais marcantes do primeiro dia do festival.
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