Ir para o conteúdo
Musica Revisado por ULTRA AI

O CD está de volta — e cresceu quase 7 vezes mais do que o vinil no primeiro semestre de 2026

Vendas de CDs sobem 16% nos EUA em 2026 e superam o ritmo do vinil segundo a Luminate com impulso do K pop e compras por jovens

3 min de leitura
Musica — imagem padrão

Relatório da Luminate aponta alta de 16% nas vendas do formato nos Estados Unidos.

O CD não morreu! Pelo menos é isso que o relatório de meio de ano da Luminate, empresa de dados da indústria do entretenimento responsável pelas paradas da Billboard, as vendas de CDs nos Estados Unidos cresceram 16% no primeiro semestre de 2026, chegando a 16,3 milhões de unidades.

Para efeito de comparação, o vinil (que vinha liderando a retomada das mídias físicas nos últimos anos) avançou apenas 2,4% no mesmo período. Em ritmo de crescimento, portanto, o CD acelerou quase sete vezes mais do que o vinil.

O dado impressiona ainda mais quando se desconta o impacto do K-pop. Mesmo excluindo as vendas do BTS e de todo o catálogo do gênero sul-coreano, as vendas de CDs ainda assim subiram 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2025, sinal de que a recuperação do formato vai além do fenômeno dos grupos coreanos.

No total, a categoria de mídia física, que inclui CD, vinil e fita cassete, cresceu 7,8%, somando 38,2 milhões de unidades vendidas. A fita cassete, por sua vez, registrou o resultado mais surpreendente do período: alta de 73,4% nas unidades.

Uma parte relevante dessa retomada está ligada ao comportamento de consumidores mais jovens. Segundo a Luminate, 60% das pessoas da Geração Z afirmam ouvir predominantemente músicas lançadas nos anos 1990 ou antes, número que, em 2021, era de apenas 18%.

Esse interesse por catálogos clássicos, facilitado pelas plataformas de streaming, vem acompanhado de um desejo crescente de possuir um objeto físico que simbolize a conexão com artistas.

E, nesse contexto, o CD tem uma vantagem importante sobre o vinil: custa significativamente menos.

O K-pop continua sendo um motor fundamental. Grupos como ENHYPEN e ATEEZ, além do BTS — cujo álbum ARIRANG (2026) contribuiu de forma significativa para os números — transformaram o CD em item de colecionismo, com edições especiais, embalagens premium, photocards e brindes exclusivos que vão muito além do áudio.

Nesse modelo, o disco não é só comprado pela música, mas também pela experiência. O relatório aponta que redes de grande varejo, como Target e Walmart, registraram os maiores índices de crescimento no período e já respondem por quase 30% das vendas físicas nos EUA, enquanto as lojas independentes seguem liderando o mercado em volume total.

O aspecto mais curioso do relatório, segundo publicações que repercutiram os dados da Luminate, é que uma parcela considerável de quem compra CDs sequer tem um aparelho para reproduzir o formato em casa.

Nesse caso, o CD deixa de ser apenas um suporte de áudio e passa a funcionar como objeto de decoração, item de coleção e uma forma direta de apoiar financeiramente artistas.

Depois de sobreviver à era do MP3, à chegada do streaming e ao retorno do vinil, o bom e velho disco compacto parece estar começando a viver uma segunda juventude.

Em números

  • S vendas de CDs nos Estados Unidos cresceram 16% no primeiro semestre de 2026, chegando a 16,3 milhões de unidades
  • A categoria de mídia física, que inclui CD, vinil e fita cassete, cresceu 7,8%, somando 38,2 milhões de unidades vendidas

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

Leia também

Mais em Musica
Musica — imagem padrão EN · traduzir
Musica

Lainey Wilson Set to Host 2026 CMA Awards

Em inglês — clique na matéria para traduzir

The announcement was made live on ESPN's College GameDay. Dolly Parton was the first woman to solo-host the CMA Awards in 1988. Reba McEntire did the honors in 1991.

Em Musica