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Luisa Arraes reflete sobre descoberta de Grace em ‘Muito Prazer’: ‘Ainda não tem uma definição tão certa

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, atriz fala sobre personagem que permanece aberta às próprias descobertas ao longo do filme

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Em entrevista à Rolling Stone Brasil, atriz fala sobre personagem que permanece aberta às próprias descobertas ao longo do filme.

Luisa Arraes encontrou em Grace, sua personagem em Muito Prazer, uma oportunidade para explorar uma personagem que não precisa ter todas as respostas sobre si mesma.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, a atriz refletiu sobre a forma como a personagem é apresentada na trama e questionou a tendência de colocar rótulos e definições sobre as pessoas.

Grace parte de uma perspectiva de assexualidade, mas, para Luisa, essa não precisa ser necessariamente uma definição permanente. A personagem passa por um processo de experimentação e permanece aberta às possibilidades que surgem ao longo da história.

Para a atriz, justamente a ausência de uma definição fechada é parte importante da construção de Grace. Ela está vivendo aquele momento sem necessariamente saber onde suas experiências vão levá-la.

A atriz também associa essa característica ao tom de Muito Prazer. Segundo ela, existe no filme um olhar “infantil, no melhor lugar da palavra”, relacionado à curiosidade de quem ainda tem muito a conhecer, tanto sobre o mundo quanto sobre si própria.

A preparação para Grace também levou Luisa a experimentar uma atividade que ainda não havia praticado. Para uma cena de pole dance, a atriz fez aulas antes das filmagens.

A experiência se somou ao processo de construção da personagem e às situações inusitadas enfrentadas pelo elenco durante as filmagens.

A reflexão sobre as escolhas dos personagens também levou Luisa a pensar sobre o papel da ficção. Em Muito Prazer, eles tomam decisões moralmente questionáveis, mas, para a atriz, o público é conduzido a compreender essas escolhas à medida que conhece suas necessidades e acompanha suas trajetórias.

Durante a entrevista, Luisa recuperou uma definição de Jorge Furtado sobre o filme: um “aeróbico da alma”. A expressão resume, para ela, o exercício de imaginar outras possibilidades, pensar no que faria ou sentiria diante de situações que não necessariamente viveria na própria realidade.

Esse exercício também ajuda a criar proximidade com os personagens, mesmo quando suas atitudes são difíceis de defender. “Você vai vendo a felicidade deles, o que eles estão querendo, o que eles estão precisando.

Eles precisam fazer aquele lugar funcionar. Eles precisam sobreviver. E você vai criando carinho por aqueles personagens”, afirmou.

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Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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