Em entrevista ao TMDQA!, Hamilton de Holanda indicou 5 discos para quem quer ouvir música com um pouco mais de curiosidade. O músico já levou seu bandolim de 10 cordas a 44 países, além de percorrer estados e cidades por todo o Brasil.
Bandolinista, compositor e vencedor de cinco prêmios Grammy Latino, seria generalista, cruel e injusto dizer só que sua carreira é sólida e internacional. Sua forma de enxergar a música transita entre lugares, gêneros e diferentes formas de visualizar sons.
Neste ano lançou NOVA, álbum gravado ao lado de Salomão Soares e Thiago Big Rabello em diferentes partes do mundo. Nas 14 faixas, o trio parte da música brasileira e abre espaço para encontros com outras sonoridades, inclusive em colaborações com nomes como a sitarista Anoushka Shankar e o trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf.
Pouco antes de levar seu bandolim de 10 cordas ao Global Village do Rock in Rio, no dia 12 de setembro, Hamilton de Holanda conversou com o portal sobre música, referências e, claro, sobre os discos que ajudaram a formar sua escuta.
A nosso convite, ele escolheu cinco álbuns fundamentais para quem quer ampliar os horizontes musicais, e a lista passa por improviso, harmonia e diferentes maneiras de ouvir e pensar música.
Veja a seguir! 5 discos fundamentais para expandir os horizontes musicais, por Hamilton de Holanda Alma — Egberto Gismonti Um registro histórico focado no piano solo do mestre brasileiro, reunindo clássicos de sua autoria como “Loro”, “Palhaço” e “Baião Malandro”.
Hamilton destacou: É um pianista do interior de Minas, tem a raiz da música brasileira, aquilo forte, e ele alcançou um nível das maiores orquestras no Japão, no mundo inteiro tocarem a música dele." https://open.spotify.com/intl-pt/album/2U0cd0nOhqS0BT1OQji44j?si=3p1ME1OpRjyKuOFTpSlIMw Festa dos Deuses — Hermeto Pascoal Lançado em 1992, este trabalho é um marco na música instrumental global por Hermeto Pascoal.
O disco reúne o auge de Hermeto como compositor, arranjador e improvisador, trazendo desde o arranjo inacreditável para “'Round Midnight”, de Thelonious Monk, até as famosas experimentações do "Som da Aura.
Como brinca Hamilton: Ele gravou vários 'sons da aura' — que hoje eu vejo a molecada falando 'farmando aura, farmando aura'. O Hermeto inventou o 'som da aura', porque ele musicou a fala das pessoas, musicava o som dos animais.
E tem a parte de improvisação do disco também, que é o pau comendo! Fez um disco bem lindo, acho espetacular." https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rMQYUa0fe1gZNVHOGUFfM?si=Le0NW9bIQo6FhF0vHtsEpg Todos os Tons — Raphael Rabello Álbum histórico em que o mestre do violão de 7 cordas interpreta a obra de Tom Jobim.
Para Hamilton, Raphael Rabello é sua maior referência musical: Se eu tiver que resumir na minha vida um nome só, eu diria Raphael Rabello. O disco que ele fez com músicas do Tom Jobim é lindo demais.
e tem 'Samba do Avião', a faixa que abre o disco e que inclusive me apresentou para o Paco de Lucía. É espetacular". https://open.spotify.com/intl-pt/album/6HLtr8WK47BFOyrpcf0xAh?si=RJcfd7KXQY6uON0ZBrg99w Luzia — Paco de Lucía Falando em Paco de Lucía, ele também aparece na lista.
Ao destacar esta obra-prima do flamenco lançada em 1998, Hamilton de Holanda relembra a imensa carga emotiva do álbum. Marcado pelo luto, o disco é uma homenagem visceral de Paco de Lucía à sua mãe (Luzía, com "z", em referência à sua origem portuguesa) e ao lendário cantor e parceiro de vida Camarón de la Isla: Eu acho que é o auge da maturidade: o som, a composição.
No final ele faz uma homenagem ao Camarón de la Isla, que foi um grande cantor flamenco, amigo dele. E o Paco mesmo canta, no final. Bonito pra caramba." https://open.spotify.com/intl-pt/album/5qLzP9bJa01rpxwzzmivkX?si=qMkRHNHBS_eXDzylN6jDtQ Angelus — Milton Nascimento Lançado em 1993, este álbum memorável une a grandiosidade da MPB a um time estelar de convidados internacionais.
Hamilton exalta a riqueza do trabalho: É um disco que me pegou muito, tem composições lindas e várias participações: James Taylor, Peter Gabriel e os caras do jazz, como Herbie Hancock, Pat Metheny, Ron Carter e Jack DeJohnette, que fazem aquela faixa 'Vera Cruz.
O Milton é obrigatório para quem gosta de música, para quem gosta da vida." https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ckptK6qyX7eERpt29Nxvv?si=TrgjoFDsS4ySpMHFz6E9vA NOVA — Hamilton de Holanda Para fechar a lista com chave de ouro, vale a pena colocar no fone o trabalho mais recente de Hamilton ao lado de Salomão Soares (teclados) e Thiago "Big" Rabello (bateria).
Com 14 faixas gravadas em diferentes cantos do mundo, NOVA reflete viagens, trocas culturais e a maturidade de um trio em sintonia. O projeto passeia do choro ao jazz com pontes afiadas rumo ao fado, ao semba angolano e até ao piseiro, além de participações especiais como Anoushka Shankar, Ibrahim Maalouf, Pedro Martins e Mestra Zélia do Prato.
É um disco sensorial e direto na emoção, feito para se ouvir sem pressa e descobrir novas camadas a cada play. https://open.spotify.com/intl-pt/album/3d2GWXeV3jG2rTz4Y9G0A5?si=wIXJGcw4TrGmzyo58J_73w.
O músico já levou seu bandolim de 10 cordas a 44 países, além de percorrer estados e cidades por todo o Brasil. Bandolinista, compositor e vencedor de cinco prêmios Grammy Latino, seria generalista, cruel e injusto dizer só que sua carreira é sólida e internacional.
5 discos fundamentais para expandir os horizontes musicais, por Hamilton de Holanda.
Um registro histórico focado no piano solo do mestre brasileiro, reunindo clássicos de sua autoria como “Loro”, “Palhaço” e “Baião Malandro”. Hamilton destacou.
É um pianista do interior de Minas, tem a raiz da música brasileira, aquilo forte, e ele alcançou um nível das maiores orquestras no Japão, no mundo inteiro tocarem a música dele.”.
E tem a parte de improvisação do disco também, que é o pau comendo! Fez um disco bem lindo, acho espetacular.”.
Álbum histórico em que o mestre do violão de 7 cordas interpreta a obra de Tom Jobim. Para Hamilton, Raphael Rabello é sua maior referência musical.
Se eu tiver que resumir na minha vida um nome só, eu diria Raphael Rabello. O disco que ele fez com músicas do Tom Jobim é lindo demais… e tem ‘Samba do Avião’, a faixa que abre o disco e que inclusive me apresentou para o Paco de Lucía.
Falando em Paco de Lucía, ele também aparece na lista. Ao destacar esta obra-prima do flamenco lançada em 1998, Hamilton de Holanda relembra a imensa carga emotiva do álbum.
Marcado pelo luto, o disco é uma homenagem visceral de Paco de Lucía à sua mãe (Luzía, com “z”, em referência à sua origem portuguesa) e ao lendário cantor e parceiro de vida Camarón de la Isla.
Eu acho que é o auge da maturidade: o som, a composição. No final ele faz uma homenagem ao Camarón de la Isla, que foi um grande cantor flamenco, amigo dele. E o Paco mesmo canta, no final.
Lançado em 1993, este álbum memorável une a grandiosidade da MPB a um time estelar de convidados internacionais. Hamilton exalta a riqueza do trabalho.
O Milton é obrigatório para quem gosta de música, para quem gosta da vida.”.
Para fechar a lista com chave de ouro, vale a pena colocar no fone o trabalho mais recente de Hamilton ao lado de Salomão Soares (teclados) e Thiago “Big” Rabello (bateria).
Liz Sacramento é jornalista há mais de 10 anos e cantora. No TMDQA!, entrevista artistas e cobre shows, festivais e lançamentos, com foco em R&B, MPB, pop e música preta brasileira.
Fontes
Informação baseada em material público de Tenho Mais Discos Que Amigos, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.