Em adição à saída de Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga, a Loop Tour oficialmente perde todos os seus atos de abertura.
Após a demissão de Macklemore como ato de abertura nas datas norte-americanas da turnê de Ed Sheeran após discurso pró-Palestina em duas apresentações, Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda de apoio Beoga anunciaram sua saída da Loop Tour.
Finneas faria as aberturas da etapa sul-americana da turnê, incluindo as duas datas confirmadas no Allianz Parque, em São Paulo, em dezembro. Rowe seria o encarregado pela etapa final pelos Estados Unidos, nas datas seguintes à Macklemore.
O irmão e produtor de Billie Eilish se pronunciou contra a atitude de Sheeran por meio das redes. “Artistas não devem ser silenciados por se manifestar contra a opressão”, escreveu Finneas.
O movimento de apoio do vencedor de 10 Grammys e 2 Oscars ao povo palestino e à Macklemore veio acompanhado de outros músicos. Aaron Rowe, que dividia a abertura dos shows americanos com Macklemore desde setembro, também anunciou sua saída, relacionando o momento à história de seu próprio país.
Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida, nunca poderei agradecê-lo o suficiente por isso.”.
O cantor, que também atuou como ato de abertura dos shows de Sheeran Na Austrália, relacionou a luta palestina com a história de opressão em seu próprio país: “Mas como irlandeses, sabemos muito bem o que é genocídio, fome forçada e ocupação violenta.
Não posso ficar de braços cruzados enquanto bilionários usam sua posição de poder para silenciar as vozes legítimas daqueles que se manifestam contra o genocídio israelense e que denunciam o assassinato brutal de crianças.
Eu perderia todo o respeito por mim mesmo se continuasse como se nada tivesse acontecido. Preciso ser fiel a mim mesmo e aos meus ancestrais que resistiram à colonização e lutaram pela liberdade que hoje desfruto na Irlanda.” Ele encerrou sua mensagem declarando: “Palestina Livre” (via Variety).
O grupo irlandês Beoga, que integra a banda de apoio de Sheeran desde a parceria na faixa “Galway Girl“, confirmou que também deixariam a turnê em solidariedade a Macklemore.
O rapper retirado da programação da Loop Tour expressa apoio à causa palestina há vários anos, e juntou-se à turnê de Sheeran no início deste mês, realizando dois shows no estádio MetLife, nos arredores de Nova York, nos dias 4 e 5 de setembro.
No primeiro show, o rapper de Seattle gritou “Palestina Livre” no palco e expressou solidariedade ao povo de Gaza e da Cisjordânia. Ele também exibiu imagens da devastação em Gaza e apresentou sua canção de protesto, “Hind’s Hall”.
Na segunda data, Macklemore voltou a utilizar uma keffiyeh (lenço quadriculado tradicional palestino) e expressar palavras de amor e soliedariedade ao povo palestino, além de se dirigir aos fãs judeus: “A todos os meus irmãos e irmãs judeus: criticar Israel, criticar o apartheid e ser contra o genocídio de forma alguma significa criticar vocês”, afirmou.
Sheeran, por sua vez, negou ter tomado a decisão de demitir o rapper. “A decisão de Macklemore de encerrar a turnê foi do produtor, não minha”, escreveu em um comunicado.
As pessoas que vão aos meus shows não esperam encontrar um fórum político”, se justificou o cantor.
Com a saída de Finneas, as datas de 5 e 6 de dezembro em São Paulo ficam sem atração de abertura confirmada. Até o momento, a organização do show no Allianz Parque não se pronunciou sobre um possível substituto.
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