A falta de uma decisão do STF sobre a análise conjunta ou separada dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça deixa em aberto o que acontecerá na sessão da próxima quarta-feira (23), segundo o jurista Gustavo Sampaio.
Para ele, se o presidente da Corte, Edson Fachin, mantiver o processo na pauta, o plenário terá de retomar a discussão que ficou inconclusa nesta terça-feira (15).
Fachin havia marcado a análise do relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, documento tornado público por André Mendonça.
O plenário, porém, sequer chegou ao mérito: uma divergência sobre a análise conjunta ou separada dos casos dominou a sessão. O placar estava em 4 a 3 pela separação quando Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento.
Dino critica condução de Fachin no STF: 'clima é daí para pior.
Segundo Sampaio, a definição sobre a pauta não é a única questão pendente. O jurista destaca que o plenário ainda terá de discutir a validade do conjunto de provas contra Moraes e decidir se autoriza ou não a abertura de uma investigação contra um integrante da própria Corte.
Ainda de acordo com Sampaio, o ministro Dino deve tentar encurtar o período de devolução do seu pedido de vista. Ele tem até 90 dias para se posicionar. Se extrapolar o prazo, o caso é liberado automaticamente para voltar à pauta.
Se isso vai extrapolar o processo eleitoral, não sabemos, mas talvez encurte o tempo de devolução da vista. De todo modo, uma vez restituída a vista, ainda se vai discutir a questão do empate de quatro a quatro.
Esse é o problema: nós estarmos com uma corte de composição par", disse, relembrando a rejeição no Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo.
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