Luapsy trouxe de vez sua própria mitologia no disco ANJOBABY777, disponibilizado nas plataformas de streaming no final de Agosto. O artista faz sua estreia cantando em português e mostra um lado mais vulnerável ao compor na língua materna.
Essa abertura atravessa o projeto não só no canto, mas nos números angelicais que nomeiam as músicas e no visual que simboliza a sorte, transcendência e sincronicidade.
Ao longo de sete faixas, Luapsy explora uma ideia de "glitch divino" e, nessa falha que revela a alma, se transforma em um "anjo pós-internet", guiando o público pelo que chama de álbum-sonho.
Em cada faixa existe uma parte de mim, uma experiência, um fragmento da nossa existência que é uma passagem rápida pela terra. Quando todas as peças se juntam, elas contam uma história sobre conceito geral.
Continua após o vídeo https://www.youtube.com/watch?v=GgHxnQ5xFTE Inspirado em nomes como Madonna e Lady Gaga, Luapsy transita pelo pop sem deixar para trás uma energia de rock psicodélico, costurando camadas de intensidade e ecos de teatralidade.
O disco é algo que eu já visualizava e sonhava há muito tempo. Foram três anos de produção, estudo, pesquisa e muita dedicação para construir cada detalhe desse universo.
Nada foi feito por acaso: cada música foi pensada e planejada meticulosamente, como uma peça de um grande quebra-cabeça". Nesse sentido, Luapsy detalhou com exclusividade ao TMDQA.
cada uma das faixas de ANJOBABY777, e você pode ver tudo isso logo abaixo nas próprias palavras do artista, que assina o álbum em parceria criativa com Marcio Lomiranda.
O projeto também conta com a direção criativa de Gabriela Grafolin, que assina a capa e a direção do clipe de “111”. Faixa a faixa de ANJOBABY777, de Luapsy "111" "111" fala sobre expansão de consciência e sobre a possibilidade de renascer depois do caos.
É uma música sobre aquele momento em que conseguimos olhar para a nossa própria existência de uma perspectiva mais ampla e perceber o tamanho imenso do universo e, consequentemente, como alguns dos nossos problemas cotidianos podem se tornar pequenos diante dessa dimensão.
A faixa também aborda a ideia de morte do ego: o desapego de uma visão limitada de nós mesmos para experimentar outras possibilidades de existência. O processo de criação foi muito leve e espontâneo.
Eu e Lomiranda nos divertimos muito construindo essa música juntos, e acho que essa leveza ficou presente no resultado final. "222" "222" fala sobre reencontro, paixão e sobre a coragem de se permitir sentir.
É uma música sobre se apaixonar, experimentar a vida e aceitar a intensidade de estar vivo. A faixa também parte de uma experiência pessoal: o encontro com uma menina por quem me apaixonei e a descoberta da liberdade de experimentar o amor e de ser quem eu verdadeiramente sou.
Por isso, "222" também é uma celebração do orgulho LGBTQIA+ e da liberdade de existir e amar sem precisar se encaixar em expectativas pré-estabelecidas. Compor essa faixa com Lomiranda foi muito divertido.
Desde o início, queríamos criar algo dançante, pop e solar, uma música que carregasse essa sensação de liberdade e celebração. "333" "333" brinca com a irracionalidade da existência e com a nossa tentativa constante de encontrar respostas para tudo.
Quanto mais tentamos explicar racionalmente a experiência humana, mais complexa e absurda ela parece se tornar. A música mergulha justamente nessa sensação de piração: ciência, teorias, Matrix, espiritualidade e ficção científica se misturam até que a busca por uma verdade definitiva começa a parecer impossível.
No fundo, "333" parte da ideia de que talvez não exista uma verdade fixa e que a própria dúvida pode ser uma forma de liberdade. Foi uma das faixas mais divertidas de gravar e é uma das que eu mais gosto de performar ao vivo.
Ela tem uma energia muito performática e caótica, que ganha ainda mais força no palco. "444" "444" fala sobre trauma, desapego e sobre aquele momento simbólico em que alguma versão de nós precisa morrer para que outra possa existir.
A música trata da ideia de abandonar estruturas conhecidas para experimentar uma existência menos linear, como se fosse possível sair da "Matrix" e enxergar a realidade por outra perspectiva.
A letra foi escrita quando eu tinha cerca de 16 anos, ainda na adolescência. É muito especial para mim poder revisitar algo que escrevi naquela época e enxergar como essa ideia continuou viva dentro de mim.
Lomiranda trouxe uma nova vida para a composição através do arranjo. Queríamos tratar um tema tão delicado quanto o trauma de maneira sutil, sem perder sua profundidade.
O resultado acabou sendo uma das faixas mais sensíveis do projeto. "555" "555" é uma celebração da vida, da natureza e da própria experiência de estar vivo. É uma faixa que carrega uma sensação de liberdade e conexão com o mundo natural.
A música conta com a participação de Hique Gomes, do Tangos & Tragédias, no violino. Essa colaboração foi muito especial porque, desde o início, queríamos trazer para a faixa uma atmosfera inspirada em bandas como Fleetwood Mac, misturando uma sonoridade orgânica e psicodélica com uma sensação quase ritualística.
O violino entrou de maneira muito natural no arranjo e acabou encontrando exatamente o espaço que imaginávamos. O solo trouxe uma dimensão emocional muito bonita para a música.
666" "666" fala sobre as formas que encontramos para fugir de nós mesmos. Às vezes, em vez de encarar nossos próprios conflitos, buscamos anestesia em relacionamentos tóxicos, vícios e comportamentos que nos afastam da nossa essência e daquilo que realmente somos.
Musicalmente, essa foi a primeira faixa que produzi para o projeto. Eu mesma construí o arranjo inicial e, depois, Lomiranda entrou no processo, expandindo a produção e trazendo ainda mais potência para a música.
A ideia era misturar trap, rock e elementos pop, chegando a uma sonoridade mais pesada, com referências ao nu metal. A própria estrutura da faixa acompanha esse conflito interno: é intensa, instável e representa esse movimento de se perder de si mesma.
777" "777" é, para mim, o coração do projeto. A faixa parte da ideia de que nossas ideias não são necessariamente concretas ou exclusivamente nossas (elas vêm de um lugar que está além de nós).
Existe um "mundo das ideias" e algumas pessoas possuem uma sensibilidade maior para captar essas frequências e transformar aquilo que ainda não existe em algo novo.
A música também fala sobre o poder de ser quem você é. Muitas vezes, aquilo que é novo, diferente ou incompreendido pode parecer "ilegal" ou inadequado simplesmente porque ainda não existe um espaço para aquilo no mundo.
777" é minha faixa favorita do projeto. Eu amo a forma como o arranjo psicodélico ganhou vida e como a música se transforma ao vivo. É uma faixa muito performática, divertida e que, no palco, realmente rouba a cena.
https://open.spotify.com/album/00wmbL045AS83Io63Rueaj?si=1&nd=1&dlsi=43ee79b3f98e4773.
Crédito: Gabriela Grafolin Luapsy trouxe de vez sua própria mitologia no disco ANJOBABY777, disponibilizado nas plataformas de streaming no final de Agosto.
Faixa a faixa de ANJOBABY777, de Luapsy.
Compor essa faixa com Lomiranda foi muito divertido. Desde o início, queríamos criar algo dançante, pop e solar, uma música que carregasse essa sensação de liberdade e celebração.
No fundo, “333” parte da ideia de que talvez não exista uma verdade fixa e que a própria dúvida pode ser uma forma de liberdade.
Foi uma das faixas mais divertidas de gravar e é uma das que eu mais gosto de performar ao vivo. Ela tem uma energia muito performática e caótica, que ganha ainda mais força no palco.
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