A desaprovação de Donald Trump a um dos mais importantes exercícios militares anuais dos Estados Unidos com a Coreia do Sul não é surpreendente à luz do que o americano propõe em sua Estratégia de Segurança Nacional.
Trump quer que aliados paguem a conta de sua defesa sozinhos, ou de uma forma com que possam dar mais lucro à indústria bélica americana —o que ele fez ao passar a fatura do apoio militar à Ucrânia contra a Rússia para os europeus.
Isso dito, dizer que o contumaz lançador de mísseis Kim é respeitoso e pedir para que um exercício multinacional com sazonalidade estabelecida seja reduzido de escopo quando os militares já estão a postos soa insensato mesmo para os padrões de Trump.
A motivação do americano parece ser multifacetada e, por isso, difusa. Ele apela a um de seus ditadores de estimação, Kim Jong-un, em um momento em que se encontra atolado em negociações infrutíferas em torno de sua guerra malsucedida contra o Irã.
Tirar o foco do Oriente Médio enquanto se aproximam as fatídicas eleições legislativas de novembro é uma possibilidade, mas não a única. Em pouco mais de um mês, Trump visitará Xi Jinping, o líder chinês de quem Kim é um dos principais protegidos e os sul-coreanos, rivais regionais.
Um aceno a Xi, em meio a relatos na imprensa chinesa de que as negociações prévias para a cúpula estão patinando em produzir anúncios relevantes, pode ser parte da resposta acerca do movimento de Trump.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.