Inundação no Nepal deixa quase 400 desaparecidos.
O Serviço Geológico dos EUA (USGS) voltou atrás nesta quarta-feira (26) e disse que não houve terremoto antes da avalanche que deixou mais de 150 mortos e centenas de desaparecidos na região entre o Nepal e o Tibete.
Inicialmente, o USGS havia publicado a informação de que um terremoto de magnitude 4,4, com epicentro a 10 quilômetros de profundidade havia sido registrado por seus sistemas pouco antes da enchente repentina que atingiu a área nesta quarta.
Na verdade, a própria avalanche teria gerado as medições que foram lidas pelos sistemas do USGS como um terremoto. Mas o tremor inicialmente reportado não existiu.
Este evento foi inicialmente registrado como um terremoto de magnitude 4,4. Análises adicionais de ondas sísmicas de longo período indicam que a energia sísmica foi, na verdade, gerada por um deslizamento de terra.
A localização do evento foi estimada a partir de imagens de satélite.
A região havia passado por intensas chuvas antes, que estava congeladas e represadas.
Parte do gelo e das rochas que se desprenderam no rio Lhende Khola não desceu completamente — formou um novo bloqueio mais acima, no curso do rio, antes de chegar às áreas já atingidas.
Esse tipo de barreira funciona como uma represa improvisada: a água continua se acumulando atrás dela até que a pressão seja suficiente para rompê-la de novo, liberando outro volume repentino de água e detritos rio abaixo.
É esse cenário que as autoridades monitoram agora.
O risco também não fica restrito ao Nepal. O Lhende Khola nasce nas montanhas do Himalaia e desce em direção às planícies, alimentando outros rios que atravessam a fronteira até a Índia.
Por isso, alertas de cheia foram emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh — regiões que ficam a centenas de quilômetros do ponto do desastre, mas que recebem a água que desce da cordilheira.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.