O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7) a nomeação de Daniel Perez para se tornar o novo embaixador americano no Brasil. Em votação apertada, com 51 votos favoráveis e 47 contrários, o cubano-americano foi confirmado pelo plenário da Casa em um pacote que reuniu outras 73 indicações para cargos diplomáticos e no governo.
Com a aprovação, que aconteceu horas antes do recesso parlamentar de cinco semanas, Perez conclui a etapa legislativa de sua indicação e está apto a assumir o posto. Antes, porém, ainda depende da concessão do agrément pelo governo brasileiro —a autorização diplomática por meio da qual um país aceita formalmente o chefe de missão indicado por outro Estado.
Caso receba o aval de Brasília, Perez passará a ocupar um cargo que está vago desde janeiro do ano passado, quando Donald Trump iniciou o seu segundo mandato. Nesse ínterim, a embaixada dos EUA no Brasil é comandada pelo encarregado de negócios.
Integrantes do governo Lula, porém, já indicaram que não pretendem conceder o agrément a novos embaixadores antes do fim das eleições presidenciais de outubro.
A indicação de Perez se transformou no principal foco da mais recente crise diplomática entre Brasil e EUA. A Casa Branca acusa Brasília de atrasar de forma deliberada a concessão do agrément e afirma que deu ao governo Lula "todas as oportunidades para fazer a coisa certa", mas que encontrou sucessivos adiamentos e obstáculos.
Como resposta, Washington anunciou nesta semana a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti. O Departamento de Estado classificou a decisão como uma medida recíproca e afirmou que a diplomata continuará reconhecida como representante oficial do Brasil.
Na prática, Viotti poderá permanecer em Washington e continuar exercendo suas funções, mas, caso deixe o território americano, precisará solicitar um novo visto para retornar.
Políticos americanos criticaram a medida. A senadora democrata Jeanne Shaheen, vice-líder do comitê de Relações Exteriores do Senado, escreveu em publicação nas redes sociais que o ato contraria os interesses dos EUA e prejudica a relação bilateral.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.