Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Regime da Venezuela decide abandonar plano para libertar Nicolás Maduro

Delcy Rodríguez e seu círculo priorizam sobrevivência política e aproximação com Washington

2 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O regime da Venezuela não fez qualquer menção à libertação do ditador deposto Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos, durante quase duas semanas de negociações com a oposição neste mês —o sinal mais claro até agora de que as autoridades do país o abandonaram à Justiça americana.

Em janeiro, a líder interina, Delcy Rodríguez, classificou a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como um caso de "agressão vil". Seu irmão Jorge Rodríguez, líder do Parlamento venezuelano, afirmou que eles "não descansarão" até que Maduro seja libertado da prisão no Brooklyn, onde responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas.

Mas o regime de Delcy, apoiado pelos EUA, surpreendeu a oposição ao nem sequer apresentar essas exigências durante as cinco rodadas de negociação, encerradas na semana passada, segundo várias pessoas presentes ouvidas pelo jornal Financial Times.

A Casa Branca apoia Delcy, ex-vice de Maduro, desde que militares americanos capturaram o ditador em uma operação noturna ousada em 3 de janeiro. Em troca, ela abriu os vastos recursos naturais do país a investidores estrangeiros, dando a empresas dos EUA acesso às reservas de petróleo venezuelanas.

A primeira rodada de negociações com a oposição tinha como objetivo chegar a um acordo sobre as medidas necessárias para uma nova eleição presidencial, mas produziu poucos resultados concretos.

Após o encerramento das negociações, o regime afirmou ter libertado 131 presos políticos, embora a organização de direitos humanos Foro Penal tenha dito que só conseguiu confirmar a soltura de 78.

Mas um destino semelhante não parecia estar nos planos para Maduro, a quem Delcy, chavista de longa data, certa vez chamou de "presidente único e legítimo" da Venezuela, disseram analistas.

No que diz respeito ao regime, "o destino dele já está selado", afirmou Edward Rodríguez, analista e consultor venezuelano. "Eles deixarão o processo seguir seu curso enquanto se concentram em sua única prioridade: sobreviver.

Logo após a captura, Delcy Rodríguez foi categórica ao exigir a libertação de Maduro, enquanto consolidava o apoio dos setores linha-dura dos serviços de segurança.

Desde então, porém, substituiu os principais líderes militares por aliados próprios, enquanto o poderoso chefe da segurança, Diosdado Cabello, também se aproximou de Washington.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

Leia também

Mais em Mundo