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Refugiados sudaneses fogem para o Sudão do Sul em meio à crise alimentar

Até 3 mil pessoas chegaram ao Sudão do Sul, semanalmente, agravando uma situação já precária de fome no país vizinho; agências afirmam que os recursos humanitár

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Refugiados sudaneses fogem para o Sudão do Sul em meio à crise alimentar

Até 3 mil pessoas chegaram ao Sudão do Sul, semanalmente, agravando uma situação já precária de fome no país vizinho; agências afirmam que os recursos humanitários estão sobrecarregados; cortes de financiamento comprometem auxílio humanitário.

No Sudão do Sul, mais de 650 mil refugiados e requerentes de asilo correm o risco de sofrer novas reduções no acesso à assistência alimentar, devido a cortes no financiamento dos serviços humanitários.

Esta situação deixa famílias que fogem da guerra no Sudão sem acesso à ajuda humanitária necessária. O alerta partiu da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, e do Programa Alimentar Mundial, WFP.

Muitos destes deslocados atravessam as fronteiras do Sudão para o Sudão do Sul sem recursos, exaustos, com fome e em necessidade urgente de proteção e assistência, como contou Mesfin Degefu, representante do Acnur no Sudão do Sul.

As agências da ONU indicam que até 3 mil refugiados e pessoas que voltam à casa entram no Sudão do Sul, todas as semanas, em busca de alimentos, abrigo e segurança.

A prevista redução do apoio essencial aos refugiados ocorre no auge da estação das chuvas. Para enfrentar o aumento dos custos alimentares, muitas famílias deslocadas têm reduzido o número de refeições, bem como os gastos com saúde, educação e abrigo.

O Sudão do Sul tem mantido a sua política de portas abertas para os refugiados, acolhendo mais de 1,4 milhão de pessoas desde o início da guerra no Sudão, em 2023.

Ao mesmo tempo, o país da África Oriental enfrenta uma das piores emergências de insegurança alimentar do mundo.

Mais de 7,8 milhões enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar aguda no Sudão do Sul. Trata-se de mais de metade da população do país, no qual 2,2 milhões de crianças sofrem de subnutrição aguda.

Sem financiamento imediato e urgente, a última assistência alimentar e nutricional destinada aos 240 mil refugiados mais vulneráveis em todo o país será prestada em setembro, interrompendo um apoio vital para centenas de milhares de pessoas, alertam ambas as agências.

As consequências de uma interrupção da ajuda essencial seriam imediatas e duradouras para milhares de famílias refugiadas, incluindo riscos acrescidos de subnutrição, exploração e abuso de mulheres e crianças.

Neste sentido, ambas as agências apelam à comunidade internacional para disponibilizar financiamento imediato e flexível, evitando a suspensão de assistência essencial e protegendo famílias vulneráveis da crise.

Em números

  • No Sudão do Sul, mais de 650 mil refugiados e requerentes de asilo correm o risco
  • As agências da ONU indicam que até 3 mil refugiados e pessoas que voltam à casa entram no
  • Mais de 7,8 milhões enfrentam níveis elevados de insegurança alimenta
  • Trata-se de mais de metade da população do país, no qual 2,2 milhões de crianças sofrem de subnutrição aguda

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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