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Mundo Revisado por ULTRA AI

Queria ter prazer ao ver Trump humilhado pela realidade, mas não consigo

Situação está ficando assustadora; iranianos infligiram danos reais aos EUA no campo de batalha e na economia

4 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Se eu estivesse escrevendo um livro sobre a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, saberia exatamente qual seria o título. Seria a publicação do presidente Donald Trump nas redes sociais em 5 de abril de 2026, dirigida aos líderes iranianos: "Abram a porra do estreito, seus loucos desgraçados, ou vocês vão viver no Inferno —ESPEREM SÓ PARA VER.

As guerras são um cadinho que, com muita frequência, expõe mudanças na física do mundo ao nosso redor —quem tem poder, quem não tem e como esse poder está sendo exercido.

Nada resume melhor a nova equação de poder produzida por esta guerra do que o discurso descontrolado e obsceno de Trump contra a liderança iraniana por não se curvar às suas bombas.

Essa nova física da guerra está igualmente presente nos conflitos entre Ucrânia e Rússia, Hezbollah e Israel, Hamas e Tel Aviv, e os houthis e todo o resto. Minha síntese dessa nova dinâmica é que os pequenos agora conseguem ter um impacto gigantesco e a um custo muito baixo.

E, embora os grandes também possam agir com enorme precisão, fazer isso sai muito mais caro para eles, ao mesmo tempo que arcam com o peso de vastos sistemas de armamentos herdados do passado.

A vantagem líquida, por enquanto, parece estar com os pequenos. Isso deveria tirar seu sono quando se pensa em como a revolução emergente da inteligência artificial certamente potencializará essa tendência, permitindo que os pequenos ajam de forma ainda mais grandiosa e poderosa, a um custo ainda menor.

Não surpreende que Trump esteja frustrado. Afinal, em 11 de março, menos de duas semanas depois de ele e Israel iniciarem esta nova rodada de guerra contra o Irã com uma campanha de bombardeios em larga escala, Trump disse: "Nós vencemos.

Deixem-me dizer: nós vencemos. Sabe, nunca é bom dizer cedo demais que você venceu. Nós vencemos. Na primeira hora, já tinha acabado. Mas nós vencemos.

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Ele estava certo em uma coisa: nunca diga cedo demais que venceu.

Trump não percebeu que Teerã também tem voz na decisão de quando esta guerra estará ganha ou perdida.

Mais importante: ao contrário de Trump, Teerã tinha um plano B para o dia seguinte —usar sua recém-adquirida capacidade de agir em grande escala, com precisão e a baixo custo para assumir o controle do estreito de Hormuz, embora suas Forças Armadas fossem apenas uma pequena fração do tamanho das americanas e tivessem sido duramente castigadas.

Eu gostaria de conseguir sentir prazer ao ver nosso presidente pomposo, narcisista e sempre dado a bravatas ser humilhado pela realidade. Mas, sinceramente, não consigo —porque a situação está ficando assustadora.

E vai piorar. Os iranianos infligiram danos reais aos EUA —no campo de batalha e em nossa economia—, cuja dimensão Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, vêm ocultando.

O Irã está sujeito a sanções econômicas, de forma intermitente, desde 1979. Ainda assim, conseguiu desenvolver um arsenal de mísseis e drones sofisticados, porém relativamente baratos, que lhe permitiu lutar contra Israel e Washington até chegar a uma espécie de empate —e, no processo, causar danos significativos a ativos militares americanos na região.

Considere apenas algumas notícias que talvez tenham passado despercebidas.

O principal porta-aviões americano no Golfo Pérsico, o USS Abraham Lincoln, às vezes ficou com poucos suprimentos para sustentar seu efetivo de quase 5. 700 pessoas porque, depois do primeiro dia da guerra, mísseis e drones de ataque iranianos destruíram grande parte da nossa base de abastecimento no Bahrein.

Quando ela virou fumaça, o mesmo aconteceu com um importante centro logístico do qual a Marinha depende há décadas", noticiou o The New York Times.

Isso obrigou Trump e o ainda mais presunçoso Hegseth a aumentar a dependência de uma base sob comando britânico na ilha de Diego Garcia como centro de abastecimento, a cerca de 4.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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