O cálculo da ONU abre o estudo que Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza e Luis Ehl, do Brics Policy Center da PUC-Rio, publicaram em julho sobre a crise do financiamento ao desenvolvimento.
Países que se orgulham de serem confiáveis e previsíveis têm faltado com a palavra.
A Agenda de Ação de Adis Abeba reafirmou, em 2015, o compromisso dos países chamados desenvolvidos de destinar 0,7% de sua renda nacional bruta à assistência oficial ao desenvolvimento.
A mesma meta entrou explicitamente no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17. Em 2025, porém, a contribuição efetiva correspondeu a apenas 0,26% da renda nacional bruta desses países.
Há uma razão histórica para os acordos. Parte da riqueza acumulada pelos países desenvolvidos foi produzida por séculos de colonialismo, escravização, exploração de recursos em sociedades que hoje enfrentam pobreza, endividamento e eventos climáticos extremos com muito menos condições.
Os Estados Unidos cortaram 56,9% de sua contribuição e responderam, sozinhos, por três quartos da queda global. EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão e França concentraram 95,7% da retração registrada em 2025.
A redução dos recursos tem uma geografia definida. Em 2025, a assistência bilateral à África subsaariana caiu 26,3%, e a ajuda humanitária, 35,8%. São recursos que financiam vacinação, alimentação, saneamento, educação, proteção de refugiados e adaptação climática.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.