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Número de mortos em enchentes no Nepal passa de 1.100; turistas desaparecidos conseguem contato

Cinco australianos e outros turistas estrangeiros que estavam desaparecidos foram localizados; buscas continuam no Nepal e na China.

4 min de leitura
Número de mortos em enchentes no Nepal passa de 1.100; turistas desaparecidos conseguem contato

Alguns turistas que estavam desaparecidos após as enchentes que atingiram o Nepal conseguiram entrar em contato com autoridades, informaram funcionários do governo nesta quarta-feira (2).

  • Os minutos que antecederam a avalanche de lama na fronteira entre Nepal e China.
  • Drone não encontra sinais de vida em túnel de hidrelétrica onde há desaparecidos no Nepal.
  • Como a China censura imagens da catástrofe no Tibete e Nepal.

Passa de mil o nº de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete.

As buscas continuam uma semana depois da tragédia, que deixou pelo menos 1. 118 mortos e mais de 3. 900 desaparecidos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, 324 estrangeiros foram resgatados até o momento. Cerca de 590 pessoas de 39 países ainda estavam desaparecidas após as enchentes de 26 de agosto.

Turistas desaparecidos conseguem contato.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou nesta quarta-feira que o número de australianos desaparecidos caiu de 43 para 38 depois que cinco pessoas foram localizadas em segurança durante a noite.

Em meio a toda essa tragédia, estamos recebendo algumas notícias positivas. Hoje, outras cinco pessoas da Austrália foram confirmadas como estando em segurança", disse Albanese a jornalistas em Palau, onde participa de uma cúpula regional.

Esperamos, é claro, receber mais notícias positivas, e estamos fazendo tudo o que podemos para trabalhar com as autoridades", afirmou.

Sunil Sharma, porta-voz do Conselho de Turismo do Nepal, disse que pelo menos outros cinco turistas estrangeiros que haviam sido dados como desaparecidos entraram em contato com as autoridades por telefone ou e-mail nos últimos dias.

China constrói estrada para equipes de resgate.

No lado chinês da fronteira, equipes de resgate concluíram uma estrada improvisada para chegar à região atingida pelas enchentes, em Gyirong, informou a emissora estatal CCTV nesta quarta-feira.

Os trabalhadores também retiraram obstáculos para permitir a entrada de máquinas pesadas usadas nas buscas. O complexo do posto de fronteira foi destruído pelas enchentes, enquanto a estrada que levava ao local ficou coberta por água, lama e pedras.

A China informou separadamente que 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas até domingo (30).

A tragédia começou em 26 de agosto, na região do Himalaia, quando o desprendimento de uma geleira lançou pedras, gelo e água do derretimento nos vales abaixo. O fenômeno provocou fortes enchentes.

A água atingiu rios que atravessam o Tibete e o Nepal, fazendo com que o nível subisse rapidamente. As enchentes destruíram casas, prédios, estradas e pontes e arrastaram grandes quantidades de lama e pedras.

Sobreviventes buscam abrigo em Katmandu.

Parte dos sobreviventes deixou as áreas devastadas e foi para a capital do Nepal, Katmandu, em busca de abrigo.

Cerca de 400 pessoas, a maioria moradores da cidade de Timure, a aproximadamente 110 quilômetros a oeste de Katmandu, estão hospedadas no mosteiro Yellow Gumba.

Elas perderam familiares e casas e dependem umas das outras para conseguir alimentos e outros itens básicos.

O abrigo é organizado por moradores locais e parentes das vítimas. Doações de pessoas e organizações de caridade também ajudam no fornecimento de materiais de emergência.

Entre os sobreviventes está Riya Tamang, de 21 anos, que conseguiu fugir com o filho de 10 meses pouco antes de a água chegar à região.

Fui a última a sair de casa. Foi muito difícil escapar", contou.

Tamang perdeu os avós na tragédia. O marido dela, que trabalha como cozinheiro na cidade de Gyirong, no lado chinês da fronteira, também sobreviveu.

Agora, o casal mantém contato por chamadas de vídeo.

Em números

  • Cerca de 590 pessoas de 39 países ainda estavam desaparecidas após as
  • A China informou separadamente que 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas até domingo (3
  • Cerca de 400 pessoas, a maioria moradores da cidade de Timure, a aprox

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