As autoridades do Nepal ordenaram nesta sexta-feira (28) que as equipes de resgate que procuram sobreviventes das inundações fatais se protejam, após o rompimento, no Tibete, de um lago formado pelo recente deslizamento, aumentando o risco de novas enxurradas.
As equipes de emergência recuperaram 474 corpos depois que, na quarta-feira (26), uma massa de água gelada e lama semelhante a um tsunami avançou sobre a região, soterrando casas, derrubando pontes e arrastando veículos tanto no Nepal como no Tibete.
Mais de 1. 400 pessoas estão desaparecidas, entre elas centenas de turistas que visitavam o Himalaia e dezenas de peregrinos hindus que seguiam para o sagrado monte nevado tibetano Kailash.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o desastre foi causado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou um enorme fluxo de água gelada e sedimentos.
As mudanças climáticas estão provocando o derretimento dessas massas de gelo em todo o mundo, o que aumenta o risco de inundações causadas pelo colapso de geleiras.
A torrente de gelo e lama também formou enormes acúmulos de água. Um deles cedeu nesta sexta no Tibete, colocando em risco as equipes que fazem buscas na região.
Por isso, a polícia nepalesa pediu a todos os socorristas que "se coloquem imediatamente em segurança.
A mídia estatal chinesa afirmou que o risco de inundações associado a um lago estava "diminuindo gradualmente", depois que o nível da água baixou cerca de dez metros desde o dia anterior.
Segundo os veículos, as operações de resgate "prosseguem de forma organizada.
Ainda não está claro se esse é o mesmo lago mencionado pelas autoridades nepalesas.