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Mulher de Maduro pede prisão domiciliar nos EUA por problemas cardíacos

Advogado de ex-primeira-dama afirma que detenção em NY impede atendimento médico adequado

2 min de leitura
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A mulher do ditador venezuelano deposto Nicolás Maduro, Cilia Flores, processada por tráfico de drogas nos Estados Unidos, solicitou prisão domiciliar por problemas cardíacos.

Ela está detida na mesma penitenciária que o marido, em Nova York.

Antes de ser capturada, em 3 de janeiro, durante uma operação dos Estados Unidos em Caracas, Cilia, 69, "estava fisicamente saudável e não tomava nenhum medicamento de uso contínuo, exceto uma injeção mensal", afirmou seu advogado, Mark Donnelly, em um documento com data de quarta-feira (9).

Agora, segundo sua defesa, ela toma quatro medicamentos e sofre de problemas cardíacos que exigem um exame das artérias coronárias e uma intervenção.

Por considerar que as condições de reclusão não lhe permitem receber atendimento adequado, o advogado pede que ela seja colocada em prisão domiciliar nos Estados Unidos sob vigilância armada 24 horas por dia, tornozeleira eletrônica e passaporte apreendido.

O ditador deposto e sua mulher são acusados de terem ajudado a traficar cocaína para os Estados Unidos, acusações que ambos negam.

Cilia Flores, nascida em 1956, é advogada, e uma figura influente do chavismo. Casada com Maduro desde 2013 e chamada de "primeira combatente", iniciou uma relação amorosa com ele nos anos 1990, quando atuou na equipe jurídica de Hugo Chávez.

Ela ocupou cargos na administração pública, elegeu-se deputada em 2000 e foi reeleita em 2005. Presidiu a Assembleia Nacional de 2006 a 2011, como primeira mulher no posto, e tornou-se procuradora-geral em 2012.

Ela sofreu sanções de EUA e Canadá em 2008.

Há uma semana, Maduro pediu que as acusações contra ele fossem rejeitadas e invocou sua imunidade como chefe de Estado para que o tribunal de Nova York responsável por seu caso e pelo de Flores seja considerado "incompetente.

Desde que Maduro foi deposto, sua vice, Delcy Rodríguez, governa a Venezuela interinamente, sob forte pressão de Washington.

No último dia 30 de agosto, o perfil de Nicolás Maduro publicou raras fotografias do ditador deposto da Venezuela na prisão.

As imagens foram acompanhadas de uma mensagem atribuída a ele, com diversas referências religiosas, na qual se dirige a familiares e apoiadores.

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