O Irã e os Emirados Árabes Unidos aderiram, neste sábado (12), a uma declaração conjunta do grupo de nações Brics que apela à moderação na guerra no Oriente Médio, em um gesto visto como um sinal de progresso diplomático entre os países divididos pelo conflito.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também se reuniu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi à margem do primeiro dia da cúpula do Brics em Nova Délhi, no encontro de mais alto nível entre os países desde o início do conflito.
Os dois líderes discutiram questões regionais e internacionais, a redução da tensão, a estabilidade e os esforços para promover a paz e o desenvolvimento na região, informou a assessoria de imprensa de Abu Dhabi no X, sem mencionar qualquer resultado concreto das discussões.
A cúpula do Brics é um teste à influência diplomática de um bloco criado em 2009 para desafiar uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.
Originalmente, era composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tendo se expandido para incluir Egito, Etiópia e Indonésia, bem como o Irã e os Emirados Árabes Unidos.
Os organizadores da cúpula e diplomatas têm se concentrado em superar a divisão entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, mesmo com os Estados Unidos e o Irã retomando ataques recíprocos na guerra que já dura seis meses.
O Irã lançou ataques repetidos contra os Emirados Árabes Unidos durante o conflito, mais recentemente no final de agosto, quando teve como alvo a Base Aérea de Al Minhad, que abrigava forças e helicópteros dos EUA.
A declaração apelou à proteção dos civis, instou ao respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados e enfatizou a necessidade de proteger o comércio global, as cadeias de abastecimento, os fluxos de energia e a segurança marítima.
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