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'Make Ceuta Great Again': Milhares vão às ruas na Espanha para protestar contra 'invasão' de imigrantes

Espanhóis criticam a resposta do governo após chegada em massa de imigrantes a território espanhol na África. Mais de 10 mil imigrantes ainda estão em Ceuta, se

3 min de leitura
'Make Ceuta Great Again': Milhares vão às ruas na Espanha para protestar contra 'invasão' de imigrantes

Milhares de pessoas foram às ruas da Espanha nesta quarta-feira (2) para protestar contra a presença de imigrantes em Ceuta, território espanhol no norte da África.

  • 👉 As mensagens fazem referência ao slogan "Make America Great Again" (MAGA), usado nas campanhas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Premiê da Espanha culpa Rússia e Israel por crise migratória em Ceuta.
  • Crise de Ceuta: o dilema do que fazer com as crianças que chegaram sozinhas e que a Espanha não sabe a quem devolver.
  • VÍDEO: Moradores destroem acampamento de imigrantes em praia de Ceuta.

Espanhóis destroem acampamento de imigrantes em Ceuta.

As manifestações ocorreram em Ceuta e em cidades como Madri, Barcelona e Bilbao.

Em Ceuta, manifestantes marcharam pela cidade com bandeiras da Espanha e apitos. Alguns carregavam cartazes com mensagens como "SOS Ceuta" e pediam a expulsão dos imigrantes.

Outros exigiam a renúncia do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Imagens da agência Reuters também mostram manifestantes usando bonés com frases como "Make Ceuta Great Again", em inglês, e "Hagamos Ceuta Grande De Nuevo", em espanhol.

Em Madri, manifestantes também saíram às ruas em apoio a Ceuta. Bandeiras espanholas foram erguidas e cartazes traziam mensagens como "Ceuta reaja! Sánchez está nos vendendo.

Nós temos que apoiar Ceuta. Ceuta é espanhola, não marroquina", disse Rocio Notario, moradora de Madri.

Parte dos manifestantes criticou a política migratória do governo e defendeu controles mais rígidos nas fronteiras. Outros acusaram o Marrocos de facilitar a entrada em massa de imigrantes e questionaram por que as autoridades espanholas não conseguiram impedir a passagem.

Durante a manifestação em Madri, a polícia de choque foi acionada para dispersar parte dos manifestantes. Alguns jogaram barreiras de rua e tentaram bloquear veículos policiais.

Não há informações sobre prisões ou feridos.

As manifestações foram registradas pouco mais de um mês após a entrada de mais de 70 mil imigrantes pela fronteira de Ceuta com o Marrocos.

Segundo autoridades locais, mais de 10 mil pessoas, incluindo menores de idade desacompanhados, ainda permanecem espalhadas pelas ruas e praias da cidade ou em acampamentos improvisados.

Os protestos foram convocados pela federação de municípios FEMP, dominada pelo oposicionista Partido Popular (PP), de direita. O governo de esquerda de Pedro Sánchez se distanciou da mobilização e acusou a oposição de explorar politicamente a crise migratória.

Grupos de esquerda e sindicatos organizaram manifestações em resposta em algumas cidades, incluindo Madri e Barcelona. Eles protestaram contra o que classificaram como ataques racistas e islamofóbicos contra os imigrantes em Ceuta.

Em números

  • As manifestações foram registradas pouco mais de um mês após a entrada de mais de 70 mil imigrantes pela fronteira de Ceuta com o Marrocos
  • Segundo autoridades locais, mais de 10 mil pessoas, incluindo menores de idade desacompanhad

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