Ir para o conteúdo
Mundo Revisado por ULTRA AI

Lenín Moreno, ex-presidente do Equador, é condenado a 5 anos de prisão por suborno

Ele nega envolvimento e diz que promotores miram as pessoas erradas; familiares também receberam penas

3 min de leitura
Mundo — imagem padrão

Um tribunal do Equador condenou na sexta-feira (28) o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão em um caso de suborno relacionado à construção da maior usina hidrelétrica do país.

Moreno, 73, também ficou permanentemente impedido de exercer qualquer cargo público. A condenação ocorreu em primeira instância e cabe recurso.

A Procuradoria-Geral do Equador iniciou a investigação em março de 2023, acusando Moreno, familiares e parceiros comerciais locais e chineses —entre eles, o ex-embaixador da China em Quito— de envolvimento em uma suposta rede de corrupção ligada à construção da usina Coca Codo Sinclair, que entrou em operação em 2016 e, desde então, enfrenta problemas técnicos.

A conduta de Lenín Moreno é compatível com a acusação apresentada pelo Ministério Público: o crime de suborno atribuído a um funcionário público", afirmou o juiz Manuel Cabrera, presidente do tribunal, ao proferir a sentença.

A esposa e a filha de Moreno, assim como seus dois irmãos e suas cunhadas, também foram consideradas culpadas e condenadas a dois anos e seis meses de prisão cada uma.

Cai Runguo, ex-embaixador da China em Quito, também foi condenado a cinco anos de prisão.

O ex-presidente afirmou que irá recorrer da condenação. Se a pena for confirmada, Moreno deverá cumprir a pena em casa, considerando sua idade avançada e o fato de se locomover em uma cadeira de rodas, em decorrência das sequelas de um tiro que levou em um assalto em 1998.

Correa vive na Bélgica desde que deixou o poder. Em 2020, foi condenado, à revelia, a oito anos de prisão por outro caso de corrupção que envolveu empresas como a construtora brasileira Odebrecht.

Os investigadores afirmaram que os recursos foram repassados por meio de contas bancárias no exterior e empresas de fachada em paraísos fiscais à família e a sócios comerciais de Moreno.

Moreno negou reiteradamente as acusações, sustentando que não participou da assinatura nem da supervisão dos contratos do projeto. "Um conselho ao promotor: o senhor está procurando no lugar errado.

Procure aqueles que assinaram os contratos, aqueles que tinham o hábito de exigir propinas; o senhor está procurando no lugar errado", disse Moreno durante a audiência.

Moreno, que foi presidente de 2017 a 2021, retornou do Paraguai ao Equador para ser julgado.

Ele foi eleito com o apoio de seu padrinho político, Rafael Correa, de quem havia sido vice-presidente entre 2007 e 2013, mas rompeu politicamente com o ex-presidente após assumir o cargo.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

Leia também

Mais em Mundo
Mundo — imagem padrão
Mundo

Notícias do dia | 29 de agosto 2026 - Noite

Elaborado com a independência e o olhar europeu que definem a Euronews, este encontro regular oferece-lhe um retrato claro e fiável dos temas que estão a moldar o mundo neste momento, onde quer que esteja a assistir.

Em Mundo