As Forças Armadas israelenses concluíram que o bombardeio a um veículo da ONG World Central Kitchen, em Gaza em 2024, foi uma falha operativa, mas que não há "suspeita de conduta criminosa" por parte dos militares que comandaram o ataque.
Em um relatório divulgado nesta quarta-feira (19), as forças israeleneses afirmaram não ver necessidade de abrir, portanto, uma investigação criminal sobre o caso.
Após a revisão de todas as conclusões da avaliação factual, determinou-se que, apesar das graves falhas no processo que levou à avaliação de que agentes do Hamas estavam viajando nos veículos, as decisões dos comandantes não suscitaram suspeita razoável de conduta criminosa", diz o relatório.
No documento, as forças israelenses alegam que militares confundiram seguranças particulares contratados pela ONG para proteger o comboio com terroristas do Hamas.
Na ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconheceu que o ataque partiu do Exército israelense, e o porta-voz do Exército israelense prometeu transparência na investigação do caso.
Também à época, o chef de cozinha José Andrés, cirador da ONG, afirmou que o ataque foi "sistemático" — Andrés já foi condecorado pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama com uma medalha de serviços humanitários do governo norte-americano.
Segundo a World Central Kitchen, entre os mortos havia um cidadão do Reino Unido, um da Austrália, dois dos Estados Unidos, um do Canadá e um da Polônia, além de um palestino.
A avaliação está em um comunicado que Israel divulgou nesta quarta com a conclusão de análises sobre 150 incidentes envolvendo a conduta das tropas israelenses na Faixa de Gaza.
Desses, Israel disse que investigará cinco casos.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.