O Irã afirmou nesta sexta-feira (21) que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos seria "devastadora", depois que Washington prometeu impor as sanções financeiras "mais severas da história" com o objetivo de derrubar o regime iraniano.
Os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, feitos na quinta-feira (20), vieram após o presidente Donald Trump declarar uma guerra econômica e fazer ameaças contra qualquer país que oferecesse qualquer tipo de apoio financeiro ao Irã.
Bessent disse que os detalhes das medidas serão apresentados na segunda-feira (24).
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, afirmou que a reação da República Islâmica seria "esmagadora, punitiva e devastadora.
O influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, principal negociador do país, afirmou que Washington parece ter concluído que não conseguirá vencer um confronto militar direto com o Irã.
Durante uma visita ao Iraque, ele acusou Washington e Tel Aviv de recorrerem ao que chamou de guerra econômica e "cognitiva". Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira que chegou a hora de encerrar o conflito porque Teerã estaria em uma posição de força em relação a Washington.
É melhor que coloquemos fim à guerra agora, pois estamos em uma posição de poder e dignidade, e o mundo inteiro reconhece nossa vitória", disse ele durante uma reunião com médicos, acrescentando que os EUA atacaram "escolas, hospitais e infraestrutura, violando todas as normas" do direito internacional.
Os preços do petróleo ficaram estáveis nesta sexta, mas caminhavam para uma segunda alta semanal, diante das preocupações com as exportações de energia do Golfo.
Na quinta, o petróleo atingiu o maior nível em mais de três semanas após a ameaça de novas sanções dos EUA. A estratégia busca pressionar o Irã a aceitar o fim de um conflito que interrompeu a circulação de milhões de barris de petróleo do Oriente Médio.
Não tenho certeza de por que o petróleo subiu por causa disso", disse Bessent à CNBC. Segundo ele, com os EUA aplicando "máxima pressão econômica", é provável que não haja uma nova ofensiva militar de grande escala.
Milhares de pessoas morreram na guerra, que envolveu países do Golfo e abalou os mercados. O conflito também expôs a capacidade do Irã de restringir a navegação pelo estreito de Hormuz, por onde passava, antes de fevereiro, cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo.
Os EUA e o Irã anunciaram acordos de cessar-fogo duas vezes, em abril e junho, com o objetivo de restabelecer o fluxo normal de navios na via marítima e avançar para o fim do conflito, que já dura quase seis meses.
Os dois acordos, porém, fracassaram rapidamente.
O Irã enfrenta sanções econômicas severas e quase contínuas há cerca de 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
Antes dos comentários de Bessent, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que condenava as sanções econômicas e comerciais dos EUA, classificando-as como "terrorismo econômico.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.