Os serviços de inteligência da Espanha alertaram suas contrapartes marroquinas e as autoridades de Madri um dia antes sobre a possível entrada em massa dos milhares de imigrantes em Ceuta, exclave espanhol no norte da África, segundo documentos divulgados pelo governo nesta quarta-feira (9).
Mais de 70 mil pessoas entraram à força, a pé ou a nado, nos dias 30 e 31 de julho em uma das duas únicas fronteiras terrestres entre a Europa e a África (sendo a outra o território espanhol de Melilla).
Esse fluxo em massa resultou em dezenas de mortes e desaparecimentos.
Em uma nota de 29 de julho enviada pela agência de espionagem da Espanha, o CNI (Centro Nacional de Inteligência), às agências de inteligência marroquinas DGST e DGED, houve um alerta sobre planos que circulavam nas redes sociais para que migrantes entrassem em Ceuta escalando a cerca da fronteira ou contornando-a a nado.
Há dois grupos diferentes com um total de 180 mil seguidores. Só para se ter uma ideia da dimensão", escreveu o CNI. O governo marroquino não respondeu a um pedido de comentário da agência Reuters.
Em números
- Mais de 70 mil pessoas entraram à força, a pé ou a nado, nos dia
- Há dois grupos diferentes com um total de 180 mil seguidores
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