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Mundo Revisado por ULTRA AI

Inglaterra reconhece misoginia médica como falha estrutural do sistema de saúde

Documento do governo sobre políticas para mulheres diz que dor feminina é normalizada e pouco investigada

2 min de leitura
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Um artigo publicado no final de julho no periódico científico Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women's Health apontou como um marco histórico a mudança implementadas pelo governo inglês nas políticas públicas de saúde para as mulheres.

Lançada em abril deste ano, a Nova Estratégia de Saúde da Mulher para a Inglaterra mencionou a "misoginia médica" como uma falha estrutural do NHS, o sistema público de saúde britânico.

A política é uma atualização da Estratégia de Saúde da Mulher de 2022.

O reconhecimento formal, por parte de um órgão governamental, da misoginia médica como uma falha estrutural do sistema de saúde representa um divisor de águas", diz o artigo, assinado por Sahana Narayan, doutoranda em Medicina Materno-Fetal na Universidade de Oxford.

As diferenças de tratamento na saúde para homens e mulheres são documentadas em diferentes países. Mas há poucos registros de governos que nomeiem essa forma de discriminação.

França, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, por exemplo, usam a expressão técnica "viés de gênero.

No Brasil, a PNAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher) orienta evitar "discriminação" de qualquer tipo.

Para Carmen Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), falar de misoginia remete a uma atitude hostil às mulheres, que aparece de várias formas dentro da medicina.

O conhecimento médico é construído por homens a partir de vieses de gênero", afirma. O reconhecimento disso, ela diz, ajuda a mudar essa estrutura desde a formação dos profissionais.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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