A capacidade de disponibilizar alimentos saudáveis para toda a população precisa ser a aposta da agricultura global.
O alerta foi feito pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, Qu Dongyu, durante o discurso no International Horticultural Congress 2026, que acontece no Japão.
No entanto, a FAO adverte que mesmo com esse avanço econômico, ainda não houve melhorias na alimentação.
Qu Dongyu apontou três problemas que impedem o setor de atingir seu potencial. O primeiro são baixos investimentos em pesquisa e infraestrutura, provocando rendimentos com menos de 1% de crescimento ao ano.
O consumo mundial também é insuficiente. A recomendação da FAO é de 400g por dia, enquanto a média mundial é de 80g de frutas e 190g de vegetais.
As projeções da agência da ONU indicam que, até 2050, menos de um terço dos países da África Subsaariana terão oferta suficiente de hortaliças para suprir as recomendações básicas de saúde.
O diretor-geral afirmou que nenhuma inovação, política ou investimento terá sucesso sem o conhecimento, confiança e participação dos agricultores.
Ferramentas de inteligência artificial, IA, e biotecnologia estão acelerando os cultivos e reduzindo perdas pós-colheita.
Parcerias da FAO com a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, já ajudaram a lançar mais de 3,4 mil variedades de plantas com mutações induzidas em 70 espécies.
Contudo, Qu Dongyu ressaltou que as inovações precisam ser acessíveis aos pequenos agricultores. Na Ásia e África Subsaariana, propriedades rurais com menos de 20 hectares ultrapassam 80% da produção.
Quase metade dos 104 sistemas do programa de Patrimônio Agrícola Mundial da FAO envolve a horticultura, desde os pomares de jujuba na China ao cultivo nos Andes peruanos.
Dongyu reafirmou o compromisso da agência com governos e produtores por meio de iniciativas para impulsionar o setor como o Smart Farming, Green Cities e a estratégia One Country One Priority Product.
Além disso, a agência da ONU prepara o lançamento do relatório global com análises sobre tendências de mercado, produtividade, saúde vegetal e estratégias para reduzir o desperdício de alimentos.
A maioria dos países do Hemisfério Sul está ausente dos principais fóruns de governação da inteligência artificial; desigualdade no acesso novas tecnologias constitui um entrave ao desenvolvimento humano nos países em desenvolvimento.
Condecoração reconhece proposta de restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado brasileiro até 2030, além de projetos na Arábia Saudita e no Sahel; benefícios incluem fortalecimento da produtividade, recuperação de paisagens e da vida selvagem, qualidade do ar e geração de empregos.
Em números
- Na Ásia e África Subsaariana, propriedades rurais com menos de 20 hectares ultrapassam 80% da produção
- Condecoração reconhece proposta de restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado brasileiro até 2030, além