Jared Kushner, genro e assessor sênior de Donald Trump, reuniu-se com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em Jerusalém, nesta segunda-feira (17), numa tentativa de destravar o plano do presidente dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza.
O encontro ocorreu um dia depois de Kushner participar de uma rara reunião com o novo líder do grupo terrorista Hamas no Cairo.
Segundo pessoas a par das tratativas, o enviado da Casa Branca se reuniu no domingo (16) com Khalil al-Hayya. O palestino foi nomeado líder máximo do Hamas no mês passado, sucedendo Yahya Sinwar, que foi morto pelas forças israelenses em outubro de 2024.
Netanyahu, cuja coalizão governista está atrás nas pesquisas de opinião em Israel antes das eleições nacionais de outubro, rejeitou publicamente neste mês um acordo apoiado por Washington que prevê o desarmamento do Hamas em troca da retirada das tropas israelenses de Gaza.
Trump havia dito que o acordo seria implementado em etapas. O Exército de Tel Aviv deixaria o território à medida que o desarmamento do Hamas avançasse, enquanto uma "Força Internacional de Estabilização" trabalharia em conjunto com uma nova força civil e policial palestina para garantir a segurança do território.
Netanyahu, porém, disse que Israel só retirará suas forças depois que o Hamas e os demais grupos armados do território forem completamente desarmados. Segundo diplomatas, é improvável que Israel faça concessões relevantes sobre Gaza antes das eleições de 27 de outubro.
Kushner participou da reunião com Netanyahu em Jerusalém acompanhado de Nickolay Mladenov, enviado do Conselho de Paz de Trump para Gaza, disseram as duas pessoas a par das tratativas, sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a discutir o assunto publicamente.
O gabinete de Netanyahu não respondeu a um pedido de comentário.
Mladenov, ex-funcionário da ONU com laços estreitos com os Emirados Árabes, ajudou a intermediar o acordo de desarmamento do mês passado. Ele é visto como um dos principais responsáveis pela tentativa de implementar o plano de 20 pontos apresentado originalmente por Trump para encerrar a guerra, que Israel e Hamas aceitaram no ano passado.
Até agora, porém, houve pouco avanço. Israel continua realizando ataques contra Gaza, apesar de ter concordado com um cessar-fogo como parte do plano de Trump. No mês passado, o Hamas aceitou um novo roteiro de 15 pontos apoiado pelos EUA para tentar levar adiante a proposta.
Em meio à falta de avanço nos esforços diplomáticos para resolver os conflitos no Oriente Médio, Trump foi às redes sociais para dizer, uma vez mais, que não permitirá que o Irã tenha armas nucleares.
O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de nenhuma maneira, forma ou circunstância, uma arma nuclear", escrever o presidente em um post na Truth Social.
A interrupção do programa nuclear iraniano é considerada um dos principais impasses entre os dois países.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.