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Genealogia genética ajuda Nova York a identificar nova vítima do 11 de Setembro

Instituto médico-legal chega à 1.654ª identificação desde 2001

2 min de leitura
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Por quase 25 anos, cientistas forenses vêm analisando e reanalisando fragmentos ósseos e outros restos mortais encontrados no local do ataque terrorista de 11 de setembro ao World Trade Center.

Nesse período, identificaram mais de 1. 600 vítimas.

Na segunda-feira (24), o prefeito Zohran Mamdani e o instituto médico-legal da cidade de Nova York anunciaram ter identificado mais uma vítima —a primeira identificação em quase um ano.

Dessa vez, porém, recorreram a uma nova ferramenta, que combina análise de DNA com trabalho investigativo do Departamento de Polícia, cujos agentes pesquisaram a árvore genealógica da vítima.

O instituto médico-legal contou com um grupo de investigadores conhecido como Esquadrão de Genealogia Genética Investigativa, que pesquisa bancos de dados genealógicos públicos em busca de pessoas cujos perfis possam vinculá-las geneticamente a evidências de DNA coletadas em cenas de crimes, às vezes em casos nos quais as investigações foram arquivadas por falta de pistas.

Foi a primeira vez que esses métodos foram usados para identificar uma vítima do 11 de Setembro.

Conseguimos um avanço", disse o dr. Jason Graham, chefe do instituto médico-legal da cidade. Graham afirmou estar esperançoso de que essa nova ferramenta, conhecida como "genealogia genética forense", possa permitir que mais restos mortais sejam devolvidos às famílias das vítimas.

A identificação mais recente foi a 1. 654ª realizada pelo instituto médico-legal desde 2001. A vítima foi identificada apenas como uma mulher adulta porque sua família não queria que o nome fosse divulgado, informou um porta-voz do órgão.

Mamdani afirmou que a identificação mais recente foi "um exemplo poderoso do que é possível quando aliamos tecnologia de ponta a um compromisso inabalável com aqueles que perdemos.

A descoberta ainda deixa muitas pessoas —40% das 2. 753 que morreram na data do atentado— cujos nomes não foram associados a restos mortais, disse Graham.

Este foi o maior assassinato em massa da história dos Estados Unidos", afirmou. "E deu origem aos esforços de identificação mais complexos de nossa história.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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