Além dos pagamentos, a Meta também se comprometeu a fazer mudanças nas plataformas, como o bloqueio padrão entre meia-noite e 6h e limite diário padrão de duas horas por dia para usuários menores de 18 anos (este último pode ser revogado pelos pais).
Big tech assumiu compromisso de limitar uso de plataformas para menores de 18 anos em território americano.
A big tech também bloqueará notificações de usuários jovens à noite e no horário escolar.
Agora, a União Europeia quer que a empresa aplique as mesmas proteções nos países do bloco.
Segundo a Reuters, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou na quarta-feira que a UE já realiza tratativas com a Meta para implementar as restrições.
A Meta sabe o que esperamos dela. Agora cabe à empresa apresentar esses compromissos na União Europeia para proteger também nossas crianças aqui", declarou, sem comentar os termos assinados pela companhia nos EUA.
O Reino Unido — que deixou o bloco em 2020 — também espera que a Meta implemente essas medidas na região. O secretário do Trabalho e Pensões, Pat McFadden, afirmou à BBC nesta quinta-feira (27) que não quer que jovens nos EUA tenham "um nível de proteção maior" do que os britânicos.
A Austrália, que foi pioneira em bloquear integralmente redes sociais para menores de 16 anos, se pronunciou sobre o assunto. Em e-mail enviado à Reuters, a ministra das Comunicações australiana, Anika Wells, disse que as empresas de mídia social "têm as ferramentas à sua disposição para proteger os jovens de seus recursos viciantes, mas optaram por não usá-las.
Já na Coreia do Sul, o órgão regulador de mídia afirmou que algumas das medidas da Meta deveriam ser aplicadas a usuários jovens em todo o mundo, e não apenas em mercados específicos.
O acordo, que prevê o pagamento bilionário e a aplicação de novas medidas de segurança, encerra os processos correndo no país.
Além disso, também resolve ações movidas em Califórnia, Illinois, Novo México e Washington, D. C., sobre as alegações de violação de privacidade associadas ao escândalo Cambridge Analytica, que veio à tona em 2018.
Apesar de ter concordado com os termos, a Meta negou qualquer irregularidade.
No entanto, documentos internos e depoimentos de ex-funcionários revelaram que a companhia estava ciente das preocupações relacionadas à saúde mental e vício, e optou por continuar.
A Meta também rejeitou as alegações de que teria tentado viciar crianças em busca de lucro e afirmou que pesquisas internas não mostraram nenhuma ligação clara entre o uso de mídias sociais por adolescentes e a falta de bem-estar.
A empresa ainda argumentou que não poderia ter enganado os consumidores sobre se seus serviços eram viciantes, porque o "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica reconhecida.
Fontes
Texto da redação ULTRA NOTÍCIAS, com base em material público.