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EUA notificam Brasil em investigação de incidente envolvendo helicóptero com Trump

No início de agosto, aeronave presidencial passou a cerca de 1,5 km de um avião comercial. Manobra foi considerada uma quebra do protocolo de segurança na regiã

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EUA notificam Brasil em investigação de incidente envolvendo helicóptero com Trump

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notificou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para participar da investigação que apura um incidente envolvendo um helicóptero que transportava o presidente Donald Trump.

Lista completa

  • A distância entre as aeronaves ficou abaixo do padrão de separação previsto para esse tipo de operação.
  • Desde o ano passado, a FAA proíbe operações simultâneas de helicópteros e aviões na região do aeroporto de Washington.
  • No caso do incidente envolvendo Trump, o tráfego comercial deveria ter sido interrompido durante a decolagem do Marine One, mas isso não ocorreu.
  • A medida segue um padrão estabelecido pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
  • Pelas normas, o país responsável pelo projeto da aeronave deve ser notificado e pode participar da investigação.
  • Neste caso, o Brasil foi comunicado já que a o avião comercial foi fabricado pela brasileira Embraer.

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O caso foi registrado em 4 de agosto, quando o helicóptero presidencial Marine One passou a pouco mais de 1,5 quilômetro de um avião comercial que havia acabado de decolar do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington.

As duas aeronaves seguiram os trajetos normalmente e pousaram em segurança. A Casa Branca afirmou que o presidente não esteve em perigo em nenhum momento.

Segundo o NTSB, o Brasil foi notificado para participar da investigação porque o avião envolvido no incidente é um Embraer E170, operado pela Envoy Air. A aeronave seguia de Washington para Pensacola, na Flórida.

Um relatório preliminar divulgado pela agência norte-americana nesta quinta-feira (27) aponta que a torre de controle do aeroporto não recebeu os avisos da equipe presidencial sobre a decolagem do helicóptero com Trump.

A investigação indica que o helicóptero decolou de um ponto alternativo da Casa Branca por causa de uma obra na sede do governo dos EUA. O NTSB informou que a área enfrenta problemas na frequência usada para a comunicação com a torre de controle.

Ainda de acordo com o relatório, o protocolo de segurança exige que a equipe presidencial avise a torre de controle do aeroporto três minutos antes da decolagem do Marine One.

Com isso, pousos e decolagens são temporariamente interrompidos no aeroporto para permitir a passagem do helicóptero presidencial.

O NTSB informou que os agentes da Casa Branca tentaram entrar em contato com a torre duas vezes. Na primeira, o aviso não chegou ao controlador. Na segunda, o sinal chegou cortado e "completamente inaudível.

Sem receber o aviso obrigatório, a torre autorizou a decolagem do avião comercial. As duas aeronaves acabaram estabelecendo comunicação enquanto estavam em voo, e a tripulação do avião informou que tinha contato visual com o helicóptero.

Fontes consultadas

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