Os dados estão em um aviso publicado em um banco de dados do governo dos EUA. O contrato foi firmado sem licitação com a empresa Compliant Technologies LLC, sediada no Kentucky.
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A informação foi confirmada pela agência Reuters nesta quinta-feira (27).
Os equipamentos são conhecidos como G. L. O. V. E., sigla em inglês para “Emissor de Voltagem de Baixa Intensidade Gerada” (Generated Low Output Voltage Emitter).
O nome também faz referência à palavra “glove”, que significa “luva” em inglês.
Segundo a fabricante, o dispositivo funciona como um par comum de luvas de patrulha até que o agente pressione um botão para ativar o modo elétrico.
As luvas precisam entrar em contato direto com a pele para provocar um estímulo doloroso. De acordo com a Compliant Technologies, isso normalmente faz com que a pessoa obedeça às ordens em questão de segundos.
O fabricante afirma que os dispositivos já são usados por algumas prisões e departamentos de polícia dos EUA. Eles teriam sido empregados, por exemplo, para conter suspeitos violentos que se recusavam a entrar em viaturas e detentos que feriam a si próprios ou ameaçavam agentes.
John Peters, presidente do Instituto para a Prevenção de Mortes sob Custódia, que estuda como o dispositivo é utilizado, comparou a sensação provocada pelas luvas a uma picada de abelha.
A própria fabricante estabelece restrições para o uso das luvas. O dispositivo não deve ser empregado como forma de punição ou contra pessoas que estejam apenas demonstrando “desobediência verbal ou comportamento hostil”.
A empresa também recomenda que o equipamento não seja usado contra grupos considerados de alto risco, como crianças, mulheres grávidas, idosos e pessoas com deficiência.
Em números
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