Estados Unidos, Colômbia e Equador decidiram ampliar a cooperação militar e de segurança para combater cartéis e organizações classificadas como narcoterroristas na fronteira entre os dois países sul-americanos.
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- A reunião ocorre após a Colômbia passar a integrar a Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A3C), iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação entre países do continente no enfrentamento ao narcotráfico, ao terrorismo e às organizações criminosas transnacionais.
- A entrada de Bogotá no grupo representa uma mudança importante na relação de segurança entre o governo de Donald Trump e a administração do presidente colombiano, Abelardo de la Espriella.
- Washington considera a Colômbia um parceiro histórico no combate ao narcotráfico e atribui ao país papel estratégico na segurança do Hemisfério Ocidental.
- A fronteira com o Equador, por sua vez, é considerada uma região relevante para a atuação de organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas.
- A administração prepara ainda uma reforma para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas.
A estratégia foi discutida nesta quinta-feira (27/8), em San Lorenzo, no Equador, durante reunião entre autoridades de Defesa e comandantes militares das três nações.
Participou também da reunião o comandante da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental dos EUA, major-general Kevin J. Jarrard.
Em publicação nas redes sociais, Donovan afirmou que a fronteira entre Colômbia e Equador é explorada há anos por organizações criminosas devido à posição geográfica e anunciou uma estratégia conjunta para impedir que os grupos utilizem a região como rota ou refúgio.
Segundo Donovan, os três países consolidaram uma estratégia para “caçar a liderança dos cartéis, destruir sua logística e negar-lhes permanentemente refúgio”.
Comandante do Comando Sul, General Francis L. Donovan.
Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia.