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Empresa publica pesquisa eleitoral falsa nos EUA e diz ter feito ‘experimento social’ para testar a

Resultados falsos circularam nas redes, foram reproduzidas por veículos locais e chegaram a ser compartilhados por candidatos. Ainda não se sabe quem está por t

2 min de leitura
Empresa publica pesquisa eleitoral falsa nos EUA e diz ter feito ‘experimento social’ para testar a

Uma empresa norte-americana admitiu ter inventado resultados de pesquisas eleitorais como parte de um “experimento social” para mostrar a rapidez com que informações falsas podem circular sem verificação.

Os levantamentos da "Median Strategies" envolviam disputas primárias na Califórnia e em Wisconsin, nos Estados Unidos.

Segundo o jornal New York Times, uma das pesquisas divulgadas pelo grupo apontava Francesca Hong com mais de 20 pontos de vantagem nas primárias democratas para o governo de Wisconsin, mas ela acabou derrotada.

Outra mostrava a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, quase 12 pontos à frente de Nithya Raman na disputa pela prefeitura.

As pesquisas fabricadas ganharam espaço no debate político e foram reproduzidas nas redes sociais, em telejornais locais e até por políticos envolvidos nas disputas.

Bass, por exemplo, compartilhou um dos levantamentos como sinal de que sua campanha estava ganhando força.

Nesta segunda-feira, porém, a Median Strategies retirou os resultados do ar e afirmou que eles “não devem ser considerados dados de pesquisas legítimas”.

A Median Strategies foi criada como um experimento social de curto prazo para analisar como supostos dados de pesquisas poderiam entrar e se espalhar pelo ecossistema de informação política sem verificação independente", diz o comunicado disponibilizado em site.

Ainda não se sabe quem está por trás da iniciativa. No site, o grupo afirma que "nenhum dos envolvidos recebeu pagamento ou obteve benefício financeiro e que o projeto não foi financiado, encomendado ou dirigido por candidatos, campanhas, partidos, comitês políticos, veículos de comunicação ou outras organizações externas.

Apesar do grande alcance, os dados falsos não foram incluídos nas bases de grandes agregadores independentes de pesquisas eleitorais, como The New York Times, Real Clear Politics e FiftyPlusOne.

O New York Times e o FiftyPlusOne disseram que os levantamentos foram divulgados sem informações básicas para verificar sua credibilidade, como a identidade dos responsáveis pela empresa.

A Median Strategies não respondeu aos pedidos de esclarecimento.

A interferência dos EUA nas eleições sul-americanas.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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