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Destaque no cinema com A Odisseia, Mediterrâneo vive aventura na vida real

Plásticos representam entre 95% e 100% do total de resíduos flutuantes e mais de 50% dos detritos existentes no fundo do Mar Mediterrâneo; populações costeiras

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Destaque no cinema com A Odisseia, Mediterrâneo vive aventura na vida real

Plásticos representam entre 95% e 100% do total de resíduos flutuantes e mais de 50% dos detritos existentes no fundo do Mar Mediterrâneo; populações costeiras e turismo insustentável são principais fatores responsáveis pela produção do lixo marinho.

Desde os tempos homéricos que o Mediterrâneo tem servido de autêntica autoestrada para diversas civilizações, conectando diferentes povos, cidades e desempenhando um papel-chave no comércio regional.

Mais de 2,5 mil anos depois das primeiras reproduções orais dos poemas de Homero, na Grécia Antiga, o filme “A Odisseia”, de Christopher Nolan, leva esta viagem aos cinemas de todo o mundo.

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, estima que 730 toneladas de resíduos de plástico entrem no Mar Mediterrâneo todos os dias, poluindo os seus ecossistemas e ameaçando a biodiversidade marinha.

Para além dos microplásticos, as águas residuais, os produtos químicos industriais, o escoamento agrícola e os poluentes provenientes dos navios têm contribuído para a degradação da qualidade das águas do mar.

Estes focos de poluição contribuem para o enfraquecimento dos ecossistemas costeiros e das suas paisagens, responsáveis pelo fornecimento de alimentos, água, emprego e pela proteção das comunidades contra tempestades e erosão, alerta o programa.

De acordo com o Pnuma, anualmente, os rios europeus, africanos e asiáticos transportam para o Mar Mediterrâneo cerca de 925 milhões de itens de lixo flutuante, dos quais aproximadamente 82% são de plástico.

Os plásticos de utilização única representam mais de 60% do total do lixo marinho nas praias mediterrâneas. Já no fundo do mar, os resíduos de plástico constituem mais de metade dos detritos existentes.

As populações costeiras e o turismo assente em modelos ecológicos insustentáveis são os principais responsáveis pela produção de resíduos de plástico e pelo lixo marinho no Mediterrâneo, sublinha a agência.

Numa altura em que a região mediterrânica está a aquecer 20% mais depressa do que a média do aumento da temperatura global, o Pnuma sublinha que os detritos não são a única ameaça à biodiversidade do mar.

O aumento da temperatura, as alterações na precipitação, a subida do nível do mar e a acidificação dos oceanos estão a agravar as ameaças representadas pela seca, pelos incêndios florestais, pelas inundações, pela erosão e pela escassez de água na região.

O programa das Nações Unidas nota que a vibrante biodiversidade marinha está também a diminuir, à medida que a construção, a poluição e várias atividades industriais perturbam e danificam os seus habitats.

A pesca de espécies mais pequenas, bem como a substituição da fauna e flora autóctone por espécies não nativas e invasoras, têm contribuído igualmente para a deterioração do ecossistema da região, nota o Pnuma.

Desde 1975, o Plano de Ação para o Mediterrâneo, Pnuma/Map, tem vindo a apoiar as áreas marinhas protegidas e ações dedicadas à proteção e à recuperação da biodiversidade, dos habitats e dos ecossistemas.

Face ao aumento dos riscos climáticos na região, o plano aconselha os países a adotarem um planeamento costeiro inteligente, centrado na recuperação e na preservação da saúde das dunas e das zonas húmidas.

Através da cooperação regional, o programa procura garantir um Mar Mediterrâneo saudável e próspero, para que os ecossistemas e os setores económicos possam sustentar, de forma sustentável, todas as comunidades da região, afirma a coordenadora do Pnuma/Map, Tatjana Hema.

Em números

  • Mais de 2,5 mil anos depois das primeiras reproduções orais dos p
  • O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, estima que 730 toneladas de resíduos de plástico entrem no Mar Mediterrâne

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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