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Conflitos agravam crises humanitárias em meio a déficit crítico de fundos

Em alerta recente, ONU destaca impacto do avanço global de confrontos armados, estimulados por uma severa escassez de recursos; apenas 41% dos fundos necessário

3 min de leitura
Conflitos agravam crises humanitárias em meio a déficit crítico de fundos

Em alerta recente, ONU destaca impacto do avanço global de confrontos armados, estimulados por uma severa escassez de recursos; apenas 41% dos fundos necessários foram garantidos para o Sudão e menos de 40% para Gaza.

Em recente coletiva de imprensa, a ONU apresentou um novo panorama sobre o avanço de conflitos armados no mundo.

O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, discursou sobre os impactos nas populações afetadas, como deslocamento forçado e o déficit de financiamento para ajuda humanitária.

No Sudão, confrontos em Um Arada, no estado de Kordofan do Norte, deixaram mais de 12 mortos e 4,2 mil pessoas deslocadas, segundo a Organização Internacional para as Migrações, OIM.

A violência na região levou a suspensão de serviços de saúde em Al Mazroub durante um surto de cólera.

No estado do Nilo Azul, novos combates deslocaram cerca de 5,4 mil cidadãos.

Apesar das dificuldades logísticas, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu 2,3 milhões no mês de julho.

Embora nenhum caso de ebola tenha sido registrado, as agências das Nações Unidas mobilizaram ações preventivas e de vigilância na fronteira com a República Democrática do Congo, onde está o epicentro da doença.

Na Cisjordânia, equipes humanitárias atenderam a vila de Qusra, onde famílias palestinas ficaram presas devido à instalação de um posto avançado de assentamento israelense.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Enucah, informou que três famílias permanecem cercadas por forças armadas do país.

Sob ataque de ocupantes de assentamentos, reparos nas redes de água e eletricidade foram concluídos. Registrou-se ainda o ferimento de civis por munição na província de Hebron.

Na Faixa de Gaza, ataques aéreos, disparos de artilharia e investidas navais atingiram a "Linha amarela", pequena região onde estão refugiadas mais de 2,1 milhões de pessoas.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano, Unifil, confirmou o aumento de ataques aéreos, disparos e atividades marítimas das Forças de Defesa de Israel, IDF, no sul do país.

Foram registrados ao menos 17 mortos ou feridos por ataques do Houthis no Iêmen desde o início do mês, incluindo um campo de refugiados em Ma'rib. O Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou preocupação com o aumento de vítimas civis na região.

Esses conflitos impedem redes de apoio e dificultam a segurança para o trabalho das equipes.

Para a ONU, sem um engajamento diplomático efetivo para o término das hostilidades e apoio financeiro de doadores internacionais, as crises humanitárias no Oriente Médio e no continente africano tendem a piorar.

Desde o início da guerra no país, mais de 930 mil refugiados sudaneses entraram no Chade, dos quais mais de 80% são mulheres e crianças; milhares que aguardam reassentamento enfrentaram riscos de desnutrição e de infecção por doenças contagiosas; menores estão ainda mais expostos a perigos de proteção.

Até 3 mil pessoas chegaram ao Sudão do Sul, semanalmente, agravando uma situação já precária de fome no país vizinho; agências afirmam que os recursos humanitários estão sobrecarregados; cortes de financiamento comprometem auxílio humanitário.

Em números

  • No estado do Nilo Azul, novos combates deslocaram cerca de 5,4 mil cidadãos
  • Apesar das dificuldades logísticas, o Programa Mundial de Alimentos, WFP, atendeu 2,3 milhões no mês de julho
  • Vestidas navais atingiram a "Linha amarela", pequena região onde estão refugiadas mais de 2,1 milhões de pessoas
  • Foram registrados ao menos 17 mortos ou feridos por ataques do Houthis no Iêmen desde

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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