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Com 6 meses de guerra, Irã prova que é capaz de manter a soberania

Conflito entre EUA e Irã completa seis meses sem perspectiva de encerramento e coloca Trump em situação política delicada

4 min de leitura
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A guerra entre os Estados Unidos e o Irã completa seis meses nesta sexta-feira (28), contrariando as previsões iniciais de que o conflito se encerraria em poucas semanas.

O impasse persiste sem perspectiva de acordo, enquanto mediadores internacionais intensificam esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento do petróleo global.

O analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna comenta o tema ao CNN Prime Time. Pressionado pelo Catar, o Irã concordou em apresentar uma lista de condições para restabelecer o tráfego na estratégica via marítima.

Em paralelo, os Estados Unidos anunciaram novas sanções com o objetivo de sufocar a economia iraniana. O Irã condenou o embargo, classificando-o como terrorismo, e pediu a outros países que se abstenham de aplicá-lo.

O presidente americano, Donald Trump, por sua vez, ameaçou punir nações que apoiem o regime iraniano. Impactos múltiplos e globais Segundo Lourival, os impactos do conflito são "múltiplos, profundos e não só regionais, mas globais.

Para ele, a guerra confirma a experiência de potências que iniciaram conflitos acreditando que seriam rápidos e se viram presas em situações de difícil saída. "Estou me referindo à Rússia, na Ucrânia, e também aos Estados Unidos, no Irã", afirmou.

O analista destacou que superioridade militar e econômica não é suficiente para vencer uma guerra de escolha, citando fatores como a geografia, a tolerância à dor e o uso de tecnologia — especialmente drones.

Irã muda postura de dissuasão Sant'Anna ressaltou que o Irã mudou fundamentalmente sua postura de dissuasão ao longo do conflito. Se antes essa capacidade estava centrada no programa nuclear, agora ela se apoia no controle do Estreito de Ormuz.

O Irã provou que é capaz de manter a soberania, de causar um enorme choque de energia, um choque econômico global", avaliou o analista. Segundo ele, tanto o regime iraniano quanto a Ucrânia estão lutando pela própria sobrevivência, o que os diferencia de quem trava uma guerra de escolha.

Situação política delicada para Trump O prolongamento do conflito coloca Donald Trump em uma posição politicamente vulnerável. De acordo com Sant'Anna, o Irã conseguiu colocar Trump "numa situação político-eleitoral extremamente desconfortável", a poucas semanas de eleições que são decisivas para a continuidade da governabilidade.

O analista alertou que, caso os democratas reconquistem ao menos a Câmara dos Deputados, ações de impeachment são prováveis. "O impeachment pode não ser referendado pelo Senado, mas machuca politicamente, machuca a biografia de um presidente que quer entrar para a história", concluiu.

Para Sant'Anna, o conflito representa "uma grande lição para as potências, para todos os países, de não entrarem em aventuras sem saber exatamente como elas terminarão.

Em comunicado, o líder supremo iraniano Mostafa Khamenei orientou o governo a abordar seriamente os desafios econômicos e proibiu qualquer ato que prejudique a coesão social do país, incluindo, em suas palavras, "declarações que enfraqueçam a motivação nacional.

Conflito entre EUA e Irã completa seis meses sem perspectiva de encerramento e coloca Trump em situação política delicada.

Pressionado pelo Catar, o Irã concordou em apresentar uma lista de condições para restabelecer o tráfego na estratégica via marítima. Em paralelo, os Estados Unidos anunciaram novas sanções com o objetivo de sufocar a economia iraniana.

O Irã condenou o embargo, classificando-o como terrorismo, e pediu a outros países que se abstenham de aplicá-lo. O presidente americano, Donald Trump, por sua vez, ameaçou punir nações que apoiem o regime iraniano.

Segundo Lourival, os impactos do conflito são "múltiplos, profundos e não só regionais, mas globais". Para ele, a guerra confirma a experiência de potências que iniciaram conflitos acreditando que seriam rápidos e se viram presas em situações de difícil saída.

Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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