O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28), durante sabatina da TV Globo, que pretende fazer um ajuste fiscal caso seja eleito presidente, mas não detalhou qual seria o tamanho do esforço necessário para estabilizar a dívida pública nem apresentou uma meta em reais ou em pontos do PIB.
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- O que os candidatos à Presidência dizem sobre o fim da escala 6×1.
O senador foi pressionado a explicar como pretende colocar as contas públicas em ordem. Flávio respondeu com uma lista de medidas, entre elas redução de ministérios, corte de cargos comissionados, revisão de normas e combate à corrupção, mas não quantificou o impacto dessas iniciativas.
Questionado sobre o patamar para o qual pretende levar a dívida, Flávio voltou a citar cortes na máquina pública.
Flávio diz que não recebeu recursos de Vorcaro e cobra investigação sobre Lula.
Em sabatina da TV Globo, candidato disse que relação com Daniel Vorcaro era restrita à produção, negou ter recebido recursos pessoalmente e cobrou investigação de contatos do banqueiro com o governo Lula.
No horário eleitoral, Derrite e Prado colam em Tarcísio, que evita Flávio Bolsonaro.
O primeiro programa foi ao ar nas emissoras de rádio às 7h e contou com propagandas para os cargos de senador, deputado estadual e governador.
O candidato relacionou o desequilíbrio fiscal ao nível elevado dos juros e tentou aproximar o tema da situação financeira das famílias, responsabilizando o atual governo do presidente Lula (PT).
Segundo ele, o aumento da dívida e dos gastos públicos pressiona a Selic e acaba encarecendo financiamentos e dívidas particulares. “Quanto sobe a taxa de juro, a taxa de juro do seu financiamento, do seu endividamento cresce junto”, afirmou.
Flávio também disse que não pretende fazer o ajuste sobre o salário mínimo ou os benefícios previdenciários.
Na sabatina, o candidato ainda afirmou que uma melhora da confiança após uma eventual vitória seria suficiente para contribuir para a queda dos juros.
Apesar das cobranças, Flávio não respondeu qual seria, em números, o ajuste fiscal pretendido nem em quanto tempo espera estabilizar a dívida pública.