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Chefe de governo mais bem pago do mundo ganha aumento de salário de mais de R$ 5 milhões por ano

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Chefe de governo mais bem pago do mundo ganha aumento de salário de mais de R$ 5 milhões por ano

O governo de Singapura afirmou que aumentará os salários anuais de seus ministros e outros ocupantes de cargos públicos, incluindo o primeiro-ministro, que é o chefe de governo mais bem pago do mundo.

Wong afirmou que elevar a remuneração dos ministros é necessário para atrair líderes melhores. O governo já argumentou anteriormente que pagar salários elevados aos ministros ajuda a combater a corrupção.

Mas a medida tem atraído críticas em Singapura, onde há grande preocupação com a segurança no emprego e o aumento do custo de vida.

Mesmo antes de seu aumento salarial entrar em vigor, Wong já era, de longe, o chefe de governo mundial mais bem pago.

Na terça-feira (8), Wong reconheceu que os salários dos ministros de Singapura têm atraído polêmica, dado que são muito superiores ao que a maioria dos cidadãos ganha.

Mas ele argumentou que tem enfrentado dificuldades para convencer líderes empresariais e altos funcionários públicos a concorrer a cargos políticos.

Embora o governo não possa igualar o que algumas dessas pessoas ganham, "não tornamos o obstáculo financeiro desnecessariamente alto" para que elas abandonem suas carreiras e ingressem na política, disse ele.

No geral, acredito que isso dará a mim e aos futuros primeiros-ministros uma chance melhor de persuadir singapurianos capacitados a se apresentarem, e de formar a equipe mais forte possível para Singapura", afirmou.

Parte do pacote de remuneração deles é ligado ao cumprimento de metas de taxas de desemprego, aumento da renda e crescimento do PIB.

O tema dos altos salários dos ministros de Singapura há muito tempo é um foco de críticas ao Partido de Ação Popular (PAP), que governa o país desde a independência.

Em uma eleição geral histórica, em 2011, o PAP registrou sua menor participação de votos em décadas, impulsionada em parte pela insatisfação dos eleitores com os salários dos ministros, bem como com as políticas de imigração.

No ano seguinte, o governo reduziu os salários dos ministros.

O antecessor de Wong, Lee Hsien Loong, também havia prometido doar seu aumento salarial para instituições de caridade por vários anos, em 2007.

Há anos o governo aponta a ausência de corrupção — com Singapura consistentemente figurando entre os primeiros colocados no Índice de Percepção da Corrupção anual da Transparência Internacional — como prova de que o sistema de remuneração ministerial funciona, argumentando que ele reduz a tentação de os ministros aceitarem propinas.

Mas, em um país onde a renda média está muito abaixo desses valores, a questão continua causando irritação, e o anúncio mais recente não foi diferente.

Na terça-feira, vários usuários de redes sociais publicaram comentários críticos ao aumento salarial, dizendo que a medida era "insensível" diante das preocupações atuais com demissões, empregos para recém-formados e inflação.

As demissões em Singapura atingiram seu nível mais alto em mais de cinco anos no último trimestre, segundo dados do governo.

Mas houve alguns que concordaram com a medida, dizendo que ela era necessária para ter "os melhores entre os melhores" governando o país.

Em números

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