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Bastidores da ação humanitária: A importância da coordenação durante desastres

Neste Dia Mundial Humanitário, a ONU News conversou com líder de equipe especializada na resposta a terremotos, furacões e outros eventos trágicos; Sergio da Si

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Bastidores da ação humanitária: A importância da coordenação durante desastres

Neste Dia Mundial Humanitário, a ONU News conversou com líder de equipe especializada na resposta a terremotos, furacões e outros eventos trágicos; Sergio da Silva falou sobre atuação em condições extremas, desafios logísticos, motivação e aprendizados.

As primeiras horas e dias após um desastre natural são de muito caos e desespero. Para contê-los, a palavra-chave é coordenação.

Por isso, perante um evento extremo, os países têm a opção de solicitar o envio de uma equipe da ONU especializada em Avaliação e Coordenação em Desastres, a Undac, vinculada ao Escritório das Nações Unidas de Assuntos Humanitários, Ocha.

Neste Dia Mundial Humanitário, a ONU News conversou com o líder desta equipe, Sérgio da Silva, que explicou o que acontece logo que os pedidos de ajuda chegam na sua mesa.

Os times de auxílio podem incluir bombeiros, sismólogos, logísticos, engenheiros ambientais, entre outros. Atualmente são mais de 300 especialistas treinados que estão disponíveis para convocação imediata.

Chegando no país onde ocorreu o desastre, o primeiro passo é contactar as autoridades nacionais para entender como complementar o trabalho que já está sendo feito.

O segundo é organizar toda a ajuda externa que começa a chegar.

Após furacões, terremotos e inundações, cada minuto conta para alcançar as pessoas que estão isoladas ou sob escombros. Sérgio afirma que nessas horas iniciais, “a coordenação em meio ao caos e à confusão é vital para salvar vidas”.

Para realizar avaliações, os profissionais da Undac precisam ir ao epicentro dos desastres e muitas vezes são a primeira equipe internacional a chegar nessas áreas.

Por isso, os times são autossuficientes e levam consigo tendas para dormir, água potável, fontes de energia, rede de comunicação e suprimentos médicos.

Sérgio da Silva integrou no começo deste ano a equipe que respondeu às cheias em Moçambique. Ele relatou que a prioridade era chegar nas pessoas que ficaram isoladas devido a destruição de pontes e estradas.

O especialista ajudou a mapear locais de difícil acesso, traçou rotas e viabilizou transporte com helicópteros e barcos.

Para o líder do Undac, a motivação para seguir trabalhando em emergências vem do espírito de solidariedade que se manifesta nesses contextos de crise, quando todos se unem para ajudar as pessoas afetadas.

Ele ressaltou que na maior parte dos casos, nenhum país é capaz de responder sozinho quando um desastre desses ocorre. Portanto, essa solidariedade é crucial.

Sergio afirmou que os resultados mais valiosos do seu trabalho são ver o sorriso na cara de uma criança ou alguém que conseguiu encontrar a família a salvo. Ele ressaltou que essas cenas bastam para gerar a motivação necessária para todas as missões que virão a seguir.

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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