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Argentino é suspeito de matar músico, mulher grávida, menina de 3 anos, babá e cachorro em chacina no México

Menino de 6 anos se escondeu debaixo da cama e permaneceu no apartamento por mais de três horas, até a chegada da polícia. Crime aconteceu na terça-feira (1º).

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Argentino é suspeito de matar músico, mulher grávida, menina de 3 anos, babá e cachorro em chacina no México

Um argentino é suspeito de promover uma chacina que matou quatro pessoas de uma mesma família e o cachorro de estimação, na noite de terça-feira (1º), em um apartamento de luxo no México.

Um menino de 6 anos foi o único sobrevivente. Segundo a polícia, ele se escondeu debaixo de uma cama.

O pai do menino, o músico Jonathan “Honas” Meléndez Ochoa, de 38 anos, a mãe, Ana Paola, de 35, que estava grávida de quatro meses, a irmã de 3 anos e uma jovem de 21 anos que trabalhava na casa como babá foram mortos a tiros.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa mexicana, o menino permaneceu escondido por mais de três horas, até a chegada da polícia. Vizinhos relataram ter ouvido gritos e tiros.

Os corpos foram encontrados pouco antes da meia-noite.

Meléndez era compositor e tecladista da banda mexicana Camilo Séptimo. Ele e a mulher foram encontrados amarrados com fita adesiva e baleados na cabeça.

A menina também foi atingida na cabeça, enquanto a funcionária tentou fugir e foi baleada pelas costas.

As autoridades prenderam dois suspeitos. Um deles é Diego Sebastián Rosen Ferlini, de 51 anos, apontado como principal suspeito do crime. Ele seria sócio de Meléndez em um negócio de aluguel de imóveis para temporada.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quinta-feira (3) que o ataque estaria ligado a uma disputa entre famílias.

As famílias estão recebendo apoio do governo do Estado do México e, da parte do Ministério do Interior, faremos o que estiver ao nosso alcance", disse.

Um segundo homem foi preso apontado como motorista de Diego.

Segundo o jornal argentino Clarín, Diego nasceu na Argentina, mas também tinha cidadania mexicana. Ele não tinha antecedentes criminais no país, segundo registros obtidos pelo jornal.

Uma das principais linhas de investigação é a de que o crime tenha sido motivado por uma disputa financeira.

Fontes ouvidas pelo jornal El País afirmaram que uma possível causa do homicídio seria um problema envolvendo uma sociedade imobiliária que Meléndez tinha com Diego.

O músico teria investido dinheiro na empresa Nomad Property Management, ligada ao suspeito. A empresa oferece imóveis de temporada em destinos turísticos mexicanos.

As autoridades ainda não confirmaram oficial se a disputa envolvendo os negócios foi de fato a motivação da chacina. O caso está sendo investigado.

De acordo com uma reconstrução publicada pelo Clarín, Meléndez teria avisado um amigo antes do crime que faria uma reunião com o sócio e que estava com medo do que poderia acontecer.

Ele pediu que o amigo chamasse a polícia caso não tivesse notícias dele depois de algumas horas.

Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito entrando no prédio no fim da tarde de terça-feira. Segundo informações obtidas pelo El País, ele aparece sozinho no elevador, usando boné e óculos escuros e carregando uma mochila.

As autoridades afirmam que ele chegou ao apartamento armado. Depois do crime, teria deixado o local com a ajuda do segundo suspeito.

Diego foi preso poucas horas depois, em La Marquesa, na região da Cidade do México. As autoridades ainda investigam qual teria sido a participação do segundo homem e se ele sabia o que aconteceria no apartamento.

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