O USS Abraham Lincoln, um porta-aviões americano que provocou polêmica devido às condições enfrentadas por seus tripulantes durante mais de nove meses de viagem, chegou nesta quarta-feira (2) a um porto tailandês.
A enorme embarcação de propulsão nuclear chegou ao porto de Laem Chabang, ao sul da capital Bancoc, após passar 286 dias em alto-mar, constataram jornalistas da agência AFP.
Seus cerca de 5. 000 tripulantes receberam autorização para passar cinco dias na cidade litorânea de Pattaya, destino habitual de descanso das tropas americanas desde a Guerra do Vietnã.
O porta-aviões partiu da Califórnia em novembro de 2025 para cumprir uma missão no mar do Sul da China e foi desviado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que desencadearam uma guerra regional há seis meses.
As denúncias sobre a piora das condições de vida e os problemas de saúde mental a bordo, incluindo tentativas de suicídio, provocaram críticas ao conflito militar lançado pelo presidente Donald Trump contra Teerã.
A cidade turística de Pattaya se prepara para receber os marinheiros e fuzileiros navais. Vários militares vestidos com bermudas e camisetas civis foram recebidos em uma cerimônia.
Eles disseram a jornalistas que suas prioridades são "comida, descanso e água.
É um descanso merecido para toda a tripulação", afirmou o capitão Dan Keeler, comandante da missão.
Após nove meses separadas, a americana Shakeira Fairfax disse contar os minutos para abraçar a filha Jada, uma militar que completou 25 anos em junho a bordo do Lincoln.
Fairfax viajou de Nova Jersey para Pattaya a fim de se reencontrar com a filha quando ela desembarcar.
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