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América Latina: Economia formal é indispensável contra baixo crescimento

Região enfrenta dificuldades estruturais decorrentes do baixo investimento, da baixa produtividade e da alta informalidade; Cepal sugere saída que passa por for

4 min de leitura
América Latina: Economia formal é indispensável contra baixo crescimento

Região enfrenta dificuldades estruturais decorrentes do baixo investimento, da baixa produtividade e da alta informalidade; Cepal sugere saída que passa por formalizar a produção; medida fortalece proteção social, melhora empregos e reduz disparidades sociais.

As novas projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, revelam que a região deve manter um ritmo de crescimento insuficiente para reduzir as desigualdades, elevar o rendimento médio da população e ampliar a margem de ação dos seus governos.

Publicado neste agosto, o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2026 prevê que a economia regional cresça 2,2% em 2026 e 2,5% em 2027, mantendo uma média de apenas 2,3% nos últimos cinco anos.

A Cepal revela que em 2025 o PIB regional cresceu 2,4%, a inflação continuou convergindo para as metas dos bancos centrais, o emprego continuou a expandir-se e os salários reais mantiveram sua recuperação.

O número de pessoas empregadas aumentou 1,6% em 2025, correspondendo a cerca de 4,3 milhões vagas de trabalho. No entanto, o ritmo de criação de empregos desacelerou pelo terceiro ano consecutivo.

Para este ano, é esperada uma desaceleração da economia global, com um crescimento de 2,9%, a taxa mais baixa verificável desde 2022. As projeções revelam uma acentuada heterogeneidade a nível sub-regional.

Os dados da Cepal indicam que a América do Sul deverá crescer 2,5% em 2026 e 2027. Na América Central, a previsão é de uma alta de 1,6% em neste ano e 2,8% no próximo, influenciado pelas contrações previstas para Cuba e Haiti.

O relatório alerta que os baixos níveis de investimento, o crescimento escasso da produtividade e a informalidade persistente no mercado de trabalho são as principais limitações ao crescimento regional.

A desaceleração prevista para 2026 também está ligada à deterioração do contexto internacional, marcada pela diminuição generalizada do crescimento económico, pela volatilidade financeira e pelas pressões nos mercados de energia.

De modo a reverter a tendência de baixo crescimento, a região necessita de aumentar o investimento e reforçar a produtividade, afirmou o Secretário-Executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Para o representante é preciso avançar rumo a uma formalização produtiva que fortaleça as capacidades das pessoas e das empresas, amplie a proteção social e possa gerar mais empregos formais de qualidade.

A publicação defende a aplicação de novas políticas trabalhistas, fiscais, financeiras e de desenvolvimento produtivo, visando promover a formalização produtiva na América Latina e no Caribe.

No seu conjunto, estas medidas procuram aprofundar programas de geração de empregos, promover novos sistemas de financiamento da proteção social, reforçar o papel dos bancos de desenvolvimento como instrumento de inserção produtiva e fortalecer as redes de apoio empresarial.

A Cepal sublinha que a formalização da produção permitiria melhorar a qualidade do emprego, ampliar a proteção social e reduzir as desigualdades, bem como aumentar a capacidade das economias de transformar o crescimento em avanços sustentáveis de produtividade.

Este investimento permitiria ainda ampliar o espaço para políticas públicas e consolidar processos de transformação produtiva capazes de sustentar taxas mais altas de crescimento no longo prazo, acrescenta a comissão.

Mudança demográfica, impulsionada por queda acentuada da fecundidade, pode liberar recursos e permitir turmas menores, ensino mais personalizado e avanços estruturais nos sistemas educacionais latino-americanos.

Estudo registra média de 1,8 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional; no Brasil, fim do bônus demográfico deve ocorrer em 2028, enquanto cresce a população acima dos 80 anos; até 2050, um quarto dos latino-americanos terá 60 anos ou mais.

Em números

  • O número de pessoas empregadas aumentou 1,6% em 2025, correspondendo a cerca de 4,3 milhões vagas de trabalho

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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